Lluis Gene/AFP
Lluis Gene/AFP

Apresentado no Barcelona, Xavi revela convite para ser auxiliar de Tite e assumir o Brasil após Copa

Ex-jogador e ídolo do time catalão demonstra otimismo na primeira entrevista como técnico e revela oferta brasileira, afirmando que a recusou pela vontade de assumir a equipe espanhola; CBF não se manifestou sobre o assunto ainda

Redação, Estadão Conteúdo

08 de novembro de 2021 | 11h31

Xavi Hernández iniciou nesta segunda-feira sua mais dura temporada no Barcelona. Como jogador, o ídolo ganhou tudo no clube catalão e agora chega como treinador para resgatar o brilho da equipe, em queda e acumulando insucessos após a saída de Messi. No discurso de chegada, ele revelou sua principal tarefa. "Temos de ser uma equipe." Otimista, prometeu montar um grupo "competitivo." Ele chega para substituir Ronald Koeman.

Mesmo no mundo árabe, dirigindo o Al Sadd, do Catar, país-sede da Copa, Xavi não deixou jamais de acompanhar o clube do coração e onde se formou. Seu diagnóstico é que o Barcelona virou um amontoado de jogadores tentando resolver os problemas cada um do seu modo. E deixou de atuar coletivamente, como era, por exemplo, nos tempos de Pep Guardiola, com que Xavi jogou.

Durante a entrevista coletiva de apresentação nesta segunda, o treinador revelou que foi convidado para trabalhar como auxiliar de Tite na seleção brasileira. A proposta, na qual Xavi não revelou quando aconteceu, se antes ou depois da Copa da Rússia, também previa assumir o comando técnico do Brasil após o Mundial de 2022, no Catar. No entanto, o ex-jogador do Barcelona recusou a oferta justamente por vislumbrar a possibilidade de treinar o time catalão em um futuro próximo. 

"É verdade que me ofereceram. Primeiro, seria auxiliar de Tite, e depois da Copa so Catar, eu assumiria a seleção brasileira. Mas minha ideia era vir ao Barça", disse. A CBF não se posicionou sobre o assunto ainda.

Xavi assume um time apenas no nono lugar do Espanhol, com 17 pontos, 11 a menos do que a líder Real Sociedad. Sem contar o início ruim na Liga dos Campeões. São seis pontos em quatro jogos e duelo decisivo pela segunda vaga no dia 23, contra o Benfica, no Camp Nou. O clube se garante com vitória, mas um empate pode deixá-lo na obrigação de pontuar diante do poderoso Bayern em Munique.

Camp Nou

O treinador subiu ao gramado do Camp Nou ao lado do presidente Joan Laporta. Exatos 9.422 pessoas acompanharam a apresentação e a hora da assinatura do contrato foi festejada como um gol. Ele acenou e aplaudiu a euforia dos catalães com seu retorno. Depois, já foi falando grosso e prometendo forte trabalho.

"Não quero chorar, mas estou muito grato ao clube e aos fãs. É simplesmente fantástico. Somos o melhor clube do mundo e vamos trabalhar para tentar ganhar muitos títulos. O Barcelona não pode perder ou empatar, temos de vencer todos os jogos", afirmou o treinador. "E precisamos de vocês mais do que nunca", disse à torcida.

Em seu discurso, prometeu olhar para os jogadores como um time, sem vê-los individualmente. "Temos de ser uma equipe e vou cobrar muito dos meus jogadores", enfatizou. "Não precisa ser duro, é uma questão de ordem, regras e disciplina. Quando há regras, nos saímos bem no vestiário", seguiu.

Xavi não quis lamentar a saída do clube do amigo Messi, hoje no PSG, e procurou focar apenas no elenco, ao qual elogiou. "Tenho uma boa amizade com o Leo (Messi), desejo-lhe toda a sorte do mundo. Ele é o melhor de todos, mas não podemos pensar nos jogadores que não temos", disse. "Focamos aqui. Temos alas de alto nível, gosto de jogar em campo aberto e daqui a uma semana ou duas a gente vai buscar as pessoas de volta. Seremos competitivos."

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