Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Barreira policial impede acesso do protesto ao Maracanã

Vias que dão acesso ao estádio foram fechadas para evitar chegada dos manifestantes

MARIANA DURÃO, Agência Estado

30 de junho de 2013 | 13h57

RIO - Uma barreira policial impediu a passagem de cerca de cinco mil manifestantes, que pretendiam chegar até o Maracanã para protestar contra a privatização do estádio e a remoção de famílias por conta das obras motivadas pela Copa do Mundo de 2014. Por conta do protesto pelas ruas do Rio, a polícia antecipou o fechamento das vias próximas ao Maracanã, que estava inicialmente previsto para as 13 horas - o local receberá a final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, a partir das 19 horas.

Na tentativa de sensibilizar a PM a liberar os acessos ao local, os ativistas chegaram a sentar no chão da Rua São Francisco Xavier e soltaram gritos de ordem como "Você aí fardado, também é explorado". Sem sucesso, os organizadores do protesto resolveram desviar o trajeto e seguir até a Praça Afonso Pena, na Tijuca.

O ato ocorreu sem maiores transtornos. Mas um integrante do Comitê Popular da Copa, Vitor Mariano, informou que o carro de som foi desligado a pedido da PM, que teria informado aos manifestantes ser uma ordem direta do governo do Estado.

"Nosso objetivo era ir até a estátua do Bellini no Maracanã, fazer um minuto de silêncio, ler nossa pauta de reivindicações e bater em retirada. Mas colocaram a barreira antes do previsto", disse Marcelo Edmundo, um dos líderes do Comitê Popular da Copa.

O movimento deste domingo agregou membros de partidos políticos, representantes de movimentos sociais, líderes estudantis e sindicalistas. Partidos como o PSTU e PSOL participaram sem serem hostilizados, como em outras manifestações populares este mês no Rio.

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