Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Barrios salva o Palmeiras de derrota diante do Cruzeiro

Alviverde volta a jogar mal em empate por 1 a 1 em casa

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2015 | 21h26

O Palmeiras desistiu da disputa pelo G-4 e também parece que definitivamente esqueceu o que é jogar futebol. Mais uma vez, o time mostrou uma enorme limitação tática e técnica de alguns jogadores e o empate por 1 a 1 no Allianz Parque contra o Cruzeiro acabou amenizando a fraca atuação.

Com o empate deste sábado, o Palmeiras dá adeus de vez à briga pelo G-4 e pode focar de vez a decisão da Copa do Brasil. A atuação do Palmeiras, principalmente no primeiro tempo, fez o torcedor achar que o time de 2015 nem era tão ruim. Jogadores perdidos, esquema tático inexistente e um adversário que jogou como quis. Esse foi o resumo da primeira etapa e se tornou uma triste rotina para os palmeirenses.

Mais uma vez, o setor defensivo da equipe foi o que mais causou pânico nos torcedores. João Pedro mostrou que mesmo após quase dois anos no time profissional, ainda não conseguiu aprender o básico da marcação. Ele e Leandro Almeida foram os dois elos mais fracos da equipe e mostraram porque têm tido tão poucas oportunidades.

Mas faltou pegada no meio de campo também. Assim, o Cruzeiro teve liberdade de sobra para atacar e soube fazer isso muito bem. Com jogadores muito mais organizados em campo, os comandados de Mano Menezes não passaram sustos na primeira etapa.

Após perder algumas chances, o Cruzeiro abriu o placar aos 20 minutos em um lance que refletiu a bagunça tática e a deficiência de alguns jogadores. Willian deu um drible por baixo das pernas de Leandro Almeida, Nathan cortou, mas deixou na medida para Willians lançar na área. João Pedro furou o corte e quando foi dar o bote em Marcos Vinicius, acabou sendo driblado pelo meia, que bateu com categoria e fez um belo gol.

Sem jogada, o Palmeiras tentou chegar ao ataque com longos chutes para frente, como fez nos últimos jogos. Nas raras vezes em que conseguiam ficar com a bola, o time não conseguiu finalizar ou fazia de forma pouco eficiente. Fernando Prass, com receio de sair jogando com seus defensores, também pegava a bola no campo de defesa e dava “chutão” para frente, mesmo com os atacantes sendo baixos.

Na etapa final, o Palmeiras voltou mais no ataque, tentando explorar as jogadas pelas pontas, mesmo continuando a não ter uma organização tática. A ordem era Kelvin e Allione chegaram na linha de fundo e cruzarem.

Sem sucesso, Marcelo Oliveira colocou Gabriel Jesus e Barrios para tentar dar um pouco de qualidade no time e mesmo com todas as dificuldades, a única jogada do Palmeiras deu certo pela primeira vez. Aos 25, Egídio cruzou na área e Barrios desviou de cabeça para empatar.

O gol fez a equipe alviverde se empolgar e como deu certo uma vez, o jeito foi apostar nos cruzamentos em busca de Barrios. Não deu. A esperança do torcedor palmeirense é que, apesar das dificuldades, a postura da equipe na quarta-feira seja outra.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 X 1 CRUZEIRO

PALMEIRAS - Fernando Prass; João Pedro, Nathan (Vitor Hugo), Leandro Almeida e Egídio; Thiago Santos, Arouca, Allione (Gabriel Jesus), Kelvin e Mouche; Cristaldo (Barrios). Técnico: Marcelo Oliveira.

CRUZEIRO - Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Fabrício; Willians, Henrique, Ariel Cabral e Marcos Vinícius (Alisson); Willian (Marquinhos) e Arrascaeta (Leandro Damião). Técnico: Mano Menezes.

GOLS - Marcos Vinícius, aos 20 do 1º Tempo; Barrios, aos 31 do 2º Tempo.

CARTÕES AMARELOS - Mouche, Leandro Almeida e Arrascaeta.

PÚBLICO - 19.395 pagantes.

RENDA - R$ 836.744,50.

ÁRBITRO - Elmo Alves Resende Cunha (GO).

LOCAL - Allianz Parque, em São Paulo.

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