Barueri paga dívida parcialmente e atletas encerram greve

Atletas aceitaram o pagamento de 35% da dívida e encerram a greve; Sindicato ameaça entrar na justiça caso impasse continue

Igor Ferraz, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2014 | 15h39

A diretoria do Grêmio Barueri quitou mais uma parte da dívida com os jogadores da equipe profissional, que decidiram encerrar a greve e entrar em campo contra a Tombense, nesta sexta-feira, pelo Campeonato Brasileiro da Série D. O impasse durou até a tarde de hoje, mas as partes entraram em acordo horas antes da partida na Arena Barueri.

Segundo o diretor de relacionamento do Sindicato dos Atletas de São Paulo, Mauro Costa, foi determinado que, para jogar nesta noite, o time aceitaria o pagamento de 50% do valor total da dívida. Porém, na tarde de hoje, a diretoria ofereceu cerca de 35% do total e os jogadores preferiram aceitar e entrar em campo. No acordo, ainda foi assinado um cheque de garantia agendado para o dia 1º de setembro que confirma o pagamento de mais uma parcela.

Mauro Costa garante amparo total do sindicato no caso Grêmio Barueri: "Respeitamos os jogadores. A decisão deles foi a de jogar hoje e eles têm nosso respaldo. Porém, se eles continuarem sem receber o que devem, entramos na justiça e vamos para a briga", garantiu. O time afirma que a diretoria lhes devia dois meses de salários e quatro de direitos de imagem.

Os atletas iniciaram a greve na sexta-feira passada, ao não entrar em campo na partida contra o Operário-MT e perder por W.O. Em solidariedade, os adversários deitaram em campo, numa representação da 'morte' do futebol brasileiro. Ambas as atitudes foram elogiadas pelo Bom Senso FC.

A medida dos jogadores do Barueri é respaldada pelo artigo 32 da Lei 9.615/98: "É lícito ao atleta profissional recusar competir por entidade de prática desportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em dois ou mais meses".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.