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Baseada em ação da CBF, Ponte Preta pede anulação de jogo

Após afastar árbitros, clube vê CBF admitindo deficiência técnica

O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2015 | 18h21

A Ponte Preta adicionou mais um capítulo à polêmica sobre a arbitragem nesta sexta-feira. O clube de Campinas protocolou junto ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) um pedido de anulação do jogo contra o Cruzeiro, na última quarta-feira, o qual perdeu por 2 a 1. 

Em nota no site oficial, o diretor jurídico do clube Giuliano Guerreiro se baseia no fato de que a própria CBF, ao afastar o árbitro Emerson Sobral o assistente Bruno César, admite que ambos possuem "deficiências técnicas". "Ora, se a própria CBF é quem escala o árbitro e reconhece que o mesmo não é capaz tecnicamente de arbitrar a partida, deve arcar com esse ônus, anulando então a partida." 

Segundo a Ponte, Sobral "inverteu faltas, laterais e escanteios que eram a favor da Ponte, deixou de anotar um pênalti claro sobre Borges e anulou um gol legítimo da Macaca."

O presidente do STJD, Caio Cesar Rocha, receberá a ação na próxima semana. A partir de então ele pode dar sequência no pedido ponte-pretano, acionando a CBF, ou arquivar o processo. 

Confira a nota da Ponte Preta na íntegra:

"A Ponte Preta protocolou nesta sexta (4), junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, um pedido de anulação do jogo realizado contra o Cruzeiro na última quarta (2), no qual a Macaca foi reconhecidamente prejudicada pelo juiz Emerson Sobral. No jogo, o árbitro - que foi afastado pela CBF em virtude de sua atuação - inverteu faltas, laterais e escanteios que eram a favor da Ponte, deixou de anotar um pênalti claro sobre Borges e anulou um gol legítimo da Macaca. Além disso, no segundo gol do Cruzeiro houve impedimento não dado do atleta que passou a bola para o atacante Marcos Vinícius.

Segundo o diretor jurídico alvinegro, Giuliano Guerreiro, o próprio afastamento do árbitro confirma indiscutivelmente que a Ponte foi prejudicada, razão que sustenta o pedido de anulaçao. “O pedido protocolizado pela Ponte é fundamentado no ofício do afastamento do árbitro  feito pela própria CBF, o qual alega ter sido feito por ‘deficiência técnica’ do juiz Emerson Sobral. Ora, se a própria CBF é quem escala o árbitro e reconhece que o mesmo não é capaz tecnicamente de arbitrar a partida, deve arcar com esse ônus, anulando então a partida”, defende."

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