Beckenbauer admite 'erro', mas volta a negar compra de votos para Copa de 2006

O ídolo alemão Franz Beckenbauer voltou afirmar que o país nunca pagou suborno ou comprou votos para garantir o direito de organizar a Copa do Mundo de 2006. O então chefe da candidatura, posteriormente presidente do Comitê Organizador, admitiu o erro por ter enviado uma quantia financeira à Fifa em 2000, mas garantiu que agiu dentro da legalidade.

Estadão Conteúdo

26 de outubro de 2015 | 16h49

Beckenbauer entoou a explicação do presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão), Wolfgang Niersbach, que, na semana passada, afirmou que a verba paga à Fifa tratou-se de uma garantia financeira para que a principal entidade do futebol mundial enviasse à Alemanha uma quantia já disponível para a organização do Mundial de 2006.

Em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira à imprensa alemã, Beckenbauer admitiu o erro ao enviar o dinheiro. O ex-jogador afirmou que "se pudesse voltar no tempo", teria rejeitado a proposta da Fifa de pagamento para que o país garantisse um depósito para o início da organização do Mundial.

O astro, no entanto, foi categórico ao negar qualquer tipo de irregularidade na movimentação, como denunciou a revista alemã Der Spiegel. De acordo com a publicação, houve mais de US$ 6 milhões em suborno envolvidos para conquistar os votos de quatro representantes asiáticos no comitê executivo da Fifa, que conta com 24 membros.

Segundo as denúncias, Beckenbauer e outros funcionários de alto escalão na DFB estavam cientes do esquema ilícito. Um "Caixa 2" teria sido criado pelo comitê de candidatura com dinheiro da Adidas para distribuir dinheiro aos executivos da Fifa que elegeriam a sede da Copa 2006.

A suspeita apareceu quando 6,7 milhões de euros foram transferidos para uma conta da Fifa em Genebra, antes de seguir para a conta do empresário Robert Louis-Dreyfus. Oficialmente, os recursos iriam para "eventos culturais". Mas essas atividades foram canceladas, sem explicações.

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