Patrik Stollar/AFP
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Beckenbauer nega acusações de propina para escolha da Copa

Alemanha está sendo acusada de pagar para sediar torneio de 2006

Karolos Grohmann, REUTERS

18 de outubro de 2015 | 16h03

Responsável pelo comitê organizador da Copa do Mundo de 2006, Franz Beckenbauer negou neste domingo as acusações de que uma espécie de caixa 2 teria sido criado para comprar votos e trazer o Mundial para a Alemanha em 2000, ano em que o país-sede foi definido.

"Eu nunca dei dinheiro a ninguém para ganhar votos e ajudar a escolher a Alemanha para sediar a Copa do Mundo de 2006", disse Beckenbauer, campeão da Copa do Mundo como jogador e como treinador, em comunicado. "E estou certo de que nenhum outro membro do comitê de candidatura fez qualquer coisa parecida com essa."

A revista Der Spiegel trouxe na sexta-feira a denúncia de que um suposto caixa 2 teria sido irrigado com 6,7 milhões de euros emprestados pelo finado CEO da Adidas Robert Louis-Dreyfus para o comitê de candidatura da Alemanha para a Copa do Mundo, de forma a pagar propinas para dirigentes da Fifa e assim ajudar o país a ser escolhido em 2000 para sediar o torneio.

A Der Spiegel disse que uma das pessoas cientes desse caixa 2 seria Beckenbauer, que era o presidente do comitê, bem como Wolfgang Niersbach, atual presidente da Federação Alemã de Futebol, ex-vice-presidente do comitê organizador. A revista trouxe documentos internos da federação.

No sábado, Niersbach também negou as acusações e disse que seus advogados entrariam com uma ação legal contra a publicação. 

 

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