Ricardo Duarte/Inter
Ricardo Duarte/Inter

Beira-Rio volta a virar palco de tumulto e vandalismo após empate do Inter

Estádio em Porto Alegre (RS) já havia registrado cenas de violência no sábado passado

Estadão Conteúdo

08 de julho de 2017 | 21h06

Os protestos violentos acompanhados de atos de vandalismo da torcida do Internacional após os tropeços dentro do Beira-Rio parecem ter virado rotina. Tumultos provocados por um grupo de torcedores das organizadas ocorreram após o empate por 1 a 1 com o Criciúma, pela Série B, neste sábado, repetindo os atos da semana passada, quando o time perdeu por 1 a 0 para o Boa.

Muitas pedras foram atiradas nas vidraças do estádio e as grades de proteção perto dos vestiários viraram armas de briga. Os torcedores atiraram tijolos, pedras e até bomba em cima dos seguranças, recebendo a forte reação da Brigada Militar com o uso de gás lacrimogêneo.

As brigas no pátio do estádio também atingiram a loja oficial do clube que foi saqueada, com perda de manequins e produtos. Os prejuízos vão ser calculados na segunda-feira.

Apesar do terceiro tropeço seguido em casa, o técnico Guto Ferreira continua com o apoio da diretoria. Quem garantiu sua permanência foi o vice-presidente de futebol Roberto Melo. Para ele "desta vez o time jogou bem, criou muitas chances de gols e merecia um resultado melhor".

Guto Ferreira também viu evolução no futebol mostrado pelo time, voltou a pedir paciência da torcida "porque os resultados positivos vão entrar". Os jogadores, de forma geral, falam em carga negativa e rejeitam palavras como ansiedade e nervosismo causados pela pressão gerada pela situação do time.

Depois do empate, o Inter soma 18 pontos e ocupa a sexta posição, atrás do Ceará pelo número de vitórias: 5 a 4. Por coincidência, os dois times vão se enfrentar na 13.ª rodada, no Castelão, em Fortaleza, às 20h30 da próxima terça-feira.

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