Belluzzo revela preocupação com finanças do Palmeiras

Luiz Gonzaga Belluzzo já sabia das dificuldades que iria encontrar caso ganhasse as eleições para presidente do Palmeiras. Eleito na noite de segunda-feira com 145 votos (Roberto Frizzo, da oposição, teve 123), o economista de 66 anos tem agora uma série de planos para melhorar a imagem do clube e, principalmente, colocar as finanças em dia. Sabe, no entanto, que não conseguirá sanar as dívidas em curto prazo."Temos de terminar o ano com uma situação financeira mais equilibrada. Vamos ter de caminhar com muita firmeza. Já aumentamos a receita no futebol, mas ainda é pouco", disse o novo presidente do Palmeiras, eleito para um mandato de dois anos, como sucessor de Affonso Della Monica, que estava no cargo desde 2005.A oposição palmeirense afirma que as dívidas do clube chegam aos R$ 79 milhões. Mas Belluzzo lembra que parte desse número foi negociada com o governo federal por causa da Timemania e que a dívida bancária é de R$ 23 milhões. De qualquer maneira, ele reconhece que o valor ainda é muito alto. O novo presidente promete estudar a folha salarial do clube - no departamento de futebol e, principalmente, na área social. "Vou ser muito chato nesta parte. Vou fazer uma análise cuidadosa das despesas do clube para saber o que dá para segurar ou cortar", explicou Belluzzo, que espera também que diretores não tenham de colocar a mão no bolso para ajudar o Palmeiras. Na semana passada, foi revelado publicamente um cheque que o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo recebeu de um empresário, repassado pelo Palmeiras como pagamento por um empréstimo feito por ele ao clube. "Isso acontece e fomos socorridos pela generosidade dos diretores. Mas quero que isso seja regularizado e que não se repita, pois é ruim para a imagem do clube", avisou Belluzzo.A parceria com a Traffic deve ganhar novos laços. Como Belluzzo pretende investir pesado nas categorias de base, vai precisar de parceiros para melhorar a infraestrutura do CT de Guarulhos. "A Traffic vai nos ajudar", explicou o novo presidente. "Temos de dar força e recursos para que os diretores da base tenham condições de produzir boas equipes e jogadores. Vou ficar frustrado se não conseguir isso."

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