Benazzi continua no comando da Lusa após pedir para sair

Técnico diz que protestos da torcida são 'armados' e cobra mais apoio da diretoria da Portuguesa

Agência Estado,

17 de julho de 2008 | 18h56

O dia foi movimentado na Portuguesa. Após os protestos durante a emocionante vitória, por 3 a 2, sobre o Náutico, pela 12.ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Vágner Benazzi ameaçou entregar o cargo, mas durante uma reunião nesta quinta-feira, no Canindé, a diretoria o fez desistir da idéia. Depois dos apupos, da virada e da ameaça, o último ato teve um final feliz. Veja também: Vote: Benazzi acerta ao continuar na Lusa? Nem dirigentes e nem o treinador falaram após o "encontro da paz". Benazzi, por sinal, não perdeu tempo e logo após a conversa seguiu para o gramado, onde comandou um treinamento visando o duelo contra o lanterna Ipatinga, neste sábado, às 18h20, fora de casa. De manhã, Benazzi parecia determinado a deixar o clube, a quem declara amor. Ele conversou com a comissão técnica e comentou sua convicção de que os protestos são "armados". "Esses protestos são orquestrados pela oposição. São pessoas pagas. Eles querem brincar com coisa séria? Eu não vou ficar na linha de fogo. Não tem mais clima. Vou me desligar da Portuguesa", avisou Benazzi, após o almoço, antes da reunião com os dirigentes. Ele acha que um pequeno grupo de "agitadores", que já tinha ido ao Canindé no treino de segunda acabou influenciando outros torcedores durante o jogo. "Nossos jogadores são jovens e sentem este peso. Por isso, não renderam tão bem em campo. Mas eu perdôo a verdadeira torcida da Lusa porque todos querem ver o time vencendo. Nós, que estamos trabalhando, também". O técnico fez questão de enaltecer a diretoria, que o vem apoiando nesse processo de recuperação do clube. "A atual diretoria gosta da Portuguesa. Os salários estão em dia, mesmo com a folha salarial sendo de R$ 600 mil e com dívidas antigas de R$ 3 milhões. Eles estão pagando tudo e mostram amor ao clube. Eles recuperaram um clube falido", finalizou. Contratado no final de 2006, quando tirou a Lusa da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série B, Benazzi levou a rubro-verde ao acesso e título no Campeonato Paulista da Série A-2 de 2007 e ao acesso na Série B do mesmo ano. "Em 21 anos como técnico, posso dizer que tenho um carinho especial pela Portuguesa. Aqui, mais do que nunca, faço as coisas com amor. Fiquei emocionado quando os jogadores vieram me abraçar ao final do jogo e me acompanharam até os vestiários. Eu tinha falado no intervalo - estava 2 a 0 - que iríamos virar. E deu certo". A vitória sobre o Náutico, com um gol de Jonas em cima da hora, reabilitou o time das derrotas para Vitória, Coritiba e Grêmio. A Lusa está numa posição intermediária na tabela, com 15 pontos. No jogo em Ipatinga, o treinador não terá Preto, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Já o goleiro André Luis segue lesionado, deixando Sérgio como titular. Em compensação, o zagueiro Halisson volta de suspensão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.