Benazzi: ´Depois desta, não volto mais para Série A-2´

A confusão e a tensão do jogo da última quarta-feira à noite, quando a Portuguesa perdeu por 2 a 1 para o Bandeirante, em Birigüi, foi a gota d´água para o técnico da Lusa, Vágner Benazzi. Ele ficou muito chateado com a atuação de diretores do clube local, políticos da cidade e até mesmo do técnico Márcio Ribeiro, responsável pelo jogo violento do adversário dentro de campo. Por isso, Benazzi afirmou que nunca mais disputará o Campeonato Paulista da Série A-2. ?Para mim, A-2 nunca mais. Depois dessa vez, não volto a comandar mais nenhum time dessa série e a Lusa também vai subir e nunca mais voltará a cair, pois não merece estar junto de clubes assim?, desabafou Benazzi. De acordo com o comandante lusitano, a pressão exercida era de se esperar, porém, da forma como foi feita, causou espanto. ?Eram 35 pessoas (delegação da Portuguesa) contra o mundo. A polícia demorou para chegar, os diretores invadiram o campo para bater no juiz. As coisas foram controladas depois, mas enquanto durou, foi difícil suportar a raiva e a indignação. A gente sabe como é o futebol, mas não sabia que ainda existia coisas desse nível no Interior?, afirmou. Benazzi achou que a Lusa mostrou um bom futebol, com personalidade, e que não perdeu apenas pela confusão gerada, mas porque o adversário tinha chance de vencer na bola, legalmente. ?O time deles poderia vencer a partida sem apelar. Mas é isso que dá uma equipe que não vence durante todo o campeonato, chegar na reta final e querer os três pontos a qualquer custo. É triste e vergonhoso?, disse um indignado Benazzi. A Portuguesa alega que foi recebida no Estádio Pedro Marin Berbel com pedras, ainda na chegada da delegação ao estádio, e garante que o trio de arbitragem sofreu forte pressão extra-campo. A alegação do time da casa é de que a arbitragem iria beneficiar o Guarani, que recentemente entrou no bloco dos oito classificados para a segunda fase. A Lusa, com 34 pontos, já está garantida, além de ser líder isolada e estar a seis pontos dos seus mais diretos perseguidores, o Rio Preto e o União São João, de Araras. A direção do Bandeirante divulgou comunicado no final da tarde, alegando estranhar as acusações. Reitera que a responsabilidade pelos vestiários visitantes é deles próprios a partir do momento em que pegam as chaves dos portões. E acusa o técnico Vágner Benazzi e o banco da Portuguesa de tumultuar a arbitragem, o que teria causado a paralisação do jogo por alguns minutos.

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