Benazzi não vai renovar com o Paysandu

Ainda sob o impacto positivo provocado pela permanência na elite nacional em 2005, o técnico Vágner Benazzi, do Paysandu, faz planos para voltar ao futebol de São Paulo no primeiro semestre. Mesmo tendo sido procurado pela diretoria do clube paraense para permanecer no campeonato estadual, o técnico prefere ficar mais perto da família, que mora na capital paulista. "Vivo um momento delicado em minha família, então vou reservar estes primeiros meses para me organizar. Mas confesso que fiquei entusiasmado com a estrutura do Paysandu, da paixão de seu torcedor e da participação da imprensa local", afirmou Benazzi, que domingo se despede no Campeonato Brasileiro contra o Juventude, em Caxias do Sul. Na verdade, ele foi contratado para substituir Adilson Baptista com o único objetivo de evitar o descenso para a Série B. Em quatro jogos, perdeu um, empatou dois e venceu outro. O Papão, porém, já se livrou da ameaça do rebaixamento, porque atingiu 53 pontos, em 17º lugar, após a vitória sobre o Guarani, por 4 a 2, sábado, no Mangueirão, com o apoio de quase 40 mil torcedores. "Atingimos nosso objetivo", concluiu. Este aspecto é ressaltado por Benazzi como primordial para o sucesso do clube e apontado como uma razão para sua permanência na elite do futebol brasileiro. "Até sei que os outros clubes reclamam de vir jogar tão longe. Mas eles vêm aqui só uma vez, enquanto o Paysandu sai 23 vezes". Conhecido no futebol paulista como um dos "reis do acesso" ao lado de Luiz Carlos Ferreira e Luís Carlos Martins, Benazzi acha que o futebol do Pará hoje tem uma vantagem em relação aos grandes centros: "O amor do torcedor por seu clube. É pura paixão".

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