Betão admite viver momento especial contra o Corinthians

Clássico desta quarta-feira será a primeira partida do zagueiro contra o clube que o revelou

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2008 | 09h54

De todos os jogadores do Santos, o zagueiro Betão é o que tem mais motivo para considerar o clássico de quarta-feira, com o Corinthians, uma ocasião especial, além de ser decisivo para as pretensões santistas de classificação às semifinais do Campeonato Paulista. É que será o seu primeiro jogo contra o Corinthians, clube pelo qual jogou durante 14 anos.  Por mais que tente, Betão não consegue disfarçar a importância que o próximo adversário santista ainda tem para ele. "Eu seria hipócrita se dissesse que não tenho gratidão ao Corinthians, clube que me formou como jogador e como homem. Mas sou profissional e agora estou enquadrado com as tradições do Santos", afirmou o zagueiro titular do time de Leão, durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira. Betão garantiu que não está ansioso por enfrentar o Corinthians, mas admitiu que vive a expectativa de rever os amigos que deixou no Parque São Jorge. "Vou conversar com eles e esquecer o que aconteceu [o desinteresse demonstrado pelos novos dirigentes corintianos pela sua permanência no final do ano passado]", explicou o jogador. Terceiro colocado na lista dos artilheiros santistas no Campeonato Paulista, com dois gols, Betão repetiu nesta segunda-feira o que disse no dia de sua apresentação como novo jogador do Santos. Se marcar um gol contra o Corinthians, não vai deixar de comemorar. "Vou comemorar com a minha torcida, até porque não é falta de respeito", avisou. Betão revelou que um dos amigos que deixou no Corinthians é o atacante Dentinho, com quem ainda conversa muito por telefone. "Já avisei o Dentinho que nem adianta entrar pelo meu lado, porque por lá ele vai ter problema", contou o zagueiro, ao falar sobre a marcação sobre o rival no clássico de quarta-feira. O zagueiro santista, no entanto, revelou admiração por Dentinho, uma das revelações corintianas. "Ele é um menino que entrou no time num momento complicado no ano passado, mas nesta temporada evoluiu como jogador e como pessoa", elogiou. Assim como o técnico Emerson Leão, Betão não concorda com os cálculos dos matemáticos, dando mínimas chances de classificação ao Santos. "Falam em favoritismo do Palmeiras, mas nem sempre as previsões se confirmam. No começo do ano, diziam que eles nem se classificariam. O futebol não é ciência exata e, por isso, é apaixonante. Mas não podemos forçar ninguém a acreditar que o Santos vai se classificar. Quem tem que acreditar somos nós e isso já basta", disse. Para o zagueiro, os confrontos diretos com Corinthians (quarta-feira) e com Ponte Preta (no dia 6 de abril, na Vila Belmiro) podem favorecer o Santos na luta por uma vaga na semifinais. "Primeiro temos que pensar no nosso trabalho. De nada adiantarão as combinações de resultados se não fizermos a nossa parte", avisou Betão. Mas ele admitiu que a seqüência de quatro vitórias deu confiança ao grupo santista. "O Santos é uma equipe em evolução e tem tudo para fazer um jogo equilibrado. Apesar de ser uma frase feita, não há como negar que nesse clássico não há favorito. Mas nós acreditamos na vitória", concluiu Betão.

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