Betão espera por estilo linha dura

É enorme a expectativa dos jogadores do Corinthians pela chegada do novo treinador. E a ansiedade é muito maior para os jogadores com mais tempo de casa, como Betão, Wendel, Coelho... A maior dúvida é em relação ao estilo linha dura do técnico argentino Daniel Passarella. Há curiosidade também sobre o esquema tático que ele vai adotar no clube do Parque São Jorge. No domingo, contra o União São João, em Mogi Mirim - o Corinthians perdeu mando de campo -, a equipe será comandada pelo interino Márcio Bittencourt.Betão chegou a ter a preferência do técnico Tite em campo. O ex-treinador corintiano tinha no zagueiro um de seus homens de confiança. Por ter um nível cultural acima da média, Betão chegou funcionar como tradutor de Tevez na concentração, antes da chegada de Sebastian Domingues. Óbvio que, com a troca de comando, Betão terá de "reconstruir" sua imagem no clube. "Sempre que há troca de técnico a gente fica ansioso. A gente pensa: será que o nosso desempenho vai agradar? Ainda mais quando o treinador que sai é um cara como o Tite, no qual todo mundo confia."Desde que foi promovido ao time principal, Betão já trabalhou com vários treinadores: Vanderlei Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira, Geninho, Juninho, Júnior, Carlos Alberto Parreira e o próprio Tite. A cada mudança, sentiu a mesma sensação. "Felizmente, sempre tive o meu trabalho reconhecido. E espero que a história se repita agora, com o Passarella", afirma.Quanto a Márcio, que vai dirigir o time no domingo, em Mogi Mirim, a relação do zagueiro é a melhor possível. "Até outro dia, ele ainda era um jogador em atividade. Se não me engano, em 1995 foi campeão da Copa do Brasil pelo Corinthians. Hoje fez o mais simples: manteve o que o Tite vinha fazendo", disse, referindo-se ao treino para enfrentar o União São João.Com Márcio, pelo menos Betão deve ter uma chance no time titular no domingo, em Mogi Mirim. Mas ele sabe que não será fácil se manter na equipe quando Sebastian Domingues se recuperar das dores nos adutores. Não só por ser argentino, como Passarella, mas principalmente porque Sebá leva uma vantagem: Passarella o conhece muito mais do que Betão. "Mas isso não significa que não posso ser titular. Brasileiro ou argentino, a disputa será em campo", espera o zagueiro.

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