Betão pode virar capitão corintiano

Com a saída do zagueiro Anderson, que deve fazer sua despedida do Corinthians sábado, contra o Brasiliense, no Distrito Federal, o técnico Márcio Bittencourt vai ter que descobrir um novo capitão no elenco. Márcio cita como candidatos o experiente Fábio Costa, os galácticos Gustavo Nery e Roger e o jovem Betão. "Jovem", porém, não é sinônimo de "inexperiente". Mesmo com apenas 21 anos, Betão é apontado como um dos principais líderes do elenco. É ouvido dentro e fora de campo. É um dos que puxam as conversas nas preleções e o que mais grita durante os jogos. "O Betão é uma grande referência para todos nós, apesar de ser só um pouco mais velho que eu", diz o atacante Jô, de 18 anos, que emenda: "O grupo inteiro gosta dele, por sua simpatia." Betão se sente lisonjeado com os elogios dos colegas e por ser apontado como um dos favoritos para assumir a tarja de capitão. O zagueiro não esconde que esse é um de seus maiores sonhos. "Para mim, seria uma honra receber a braçadeira. Sempre fui capitão nas equipes de base e sei que um dia vou alcançar esse objetivo nos profissionais. Não sei se vai ser agora. Se for, vou ficar muito feliz". Com 11 anos de clube, quatro como profissional, Ebert William Amâncio, o Betão, se distingue da média dos jogadores por ser bem esclarecido. Entende e sabe do que está falando, e se expressa muito bem. Por essa razão, (e por ser um dos líderes do elenco), é sempre um dos mais requisitados para dar entrevistas após os treinos do time. "A pessoa já nasce com o espírito de liderança", diz o beque, que trancou a matrícula no curso de fisioterapia para se dedicar exclusivamente ao futebol.

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