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Betis sai em defesa de jogador devolvido ao clube após acusação de ser neonazista

Após polêmica, atacante ucraniano Roman Zozulya é insultado pela torcida do Rayo Vallecano

Estadao Conteudo

02 Fevereiro 2017 | 13h42

Os jogadores do Real Betis mostraram publicamente seu apoio nesta quinta-feira ao atacante ucraniano Roman Zozulya, que retornou ao clube depois de sua transferência para o também espanhol Rayo Vallecano não se concretizar por causa dos protestos de torcedores por ele supostamente ser ligado a grupos radicais de conotação neonazista.

O técnico do Betis, Victor Sanchez, e os jogadores compareceram a uma entrevista coletiva e condenaram o "linchamento público de um jogador cujo comportamento profissional e pessoal foi impecável desde que ele chegou".

Capitão do Betis, Joaquin Sanchez leu um comunicado oficial em que os jogadores expressam "indignação com uma situação extremamente grave". "Nós todos somos Zozulya".

O empréstimo de Zozulya ao Rayo Vallecano, atualmente na segunda divisão espanhola, foi cancelado na última quarta-feira após protestos de torcedores do time em redes sociais e também quando da sua chegada ao clube, o que incluiu alguns insultos ao ucraniano.

A polêmica envolvendo Zozulya se deu por causa de uma foto do jogador com uma camisa com um brasão de armas, considerado por muitos bastante similar ao de um grupo paramilitar ucraniano de extrema-direita. E o Rayo Vallecano é um clube conhecido pelo engajamento político e social de torcedores, que se indignaram pela suposta ligação do jogador com esse grupo.

Zozulya chegou ao Betis antes do início da temporada 2016/2017, mas embora tenha sido parte do grupo da seleção ucraniana que participou da Eurocopa, vinha sendo pouco aproveitado, tendo participado de apenas seis jogos. Assim, seria negociado, mas agora, após a polêmica, está de volta ao time de Sevilha.

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