Bill Streicher / USA Today Sports
Bill Streicher / USA Today Sports

Bicampeã mundial, Jill Ellis elogia Pia e confia em resultado

Ex-técnica dos EUA, acredita que o Brasil tem condições de conquistar uma Copa do Mundo

Felipe Rosa Mendes, enviado especial a Berlim, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2020 | 04h30

Se depender de Jill Ellis, o título do Brasil no Mundial feminino de futebol é apenas uma questão de tempo. Para a vitoriosa ex-treinadora da seleção dos Estados Unidos, o País é “uma mina de ouro” e tem todas as condições de buscar seu primeiro troféu em Copas do Mundo no futuro próximo.

Jill fala com a experiência de quem entende do assunto. Ela tem dois títulos mundiais no currículo. Esta britânica levou os EUA ao bicampeonato, em 2015 e 2019, quando as brasileiras caíram nas oitavas de final, diante da anfitriã França.

“Se você quer ter consistência em nível mundial, é preciso canalizar os esforços para estabelecer um campeonato nacional. É preciso ter garotas não apenas vendo futebol na tevê, mas também sendo capazes ter um campeonato por perto para ver seus ídolos ou serem capazes de entrar num clube para treinar e jogar. Acho que o apoio a um campeonato nacional deve ser massivo porque vai fornecer os recursos necessários para a seleção.”

“No final das contas, acho que o Brasil tem clubes de qualidade e sua federação (CBF) é uma das mais influentes do mundo. Uma grande treinadora foi contratada. O Brasil é uma mina de ouro. Vocês têm jogadoras, talentos e cultura. Acho que é só uma questão de tempo para vencer Mundiais”, completou.

Jill Ellis também elogiou Pia Sundhage, técnica da seleção e com quem trabalhou no time americano. “Fui auxiliar da Pia nos Jogos de Pequim-2008 e de Londres-2012. Pia é um ser humano incrível e, com certeza, será uma grande referência para jovens treinadoras no Brasil. Pia é alguém que conquistou sucesso em nível global. Ela tem uma grande paixão pelo futebol. É a escolha perfeita para um país que ama o futebol. Ela sabe das qualidades das suas jogadoras porque ela já enfrentou o Brasil diversas vezes. Sabe onde podem melhorar e evoluir.”

O repórter viajou a convite da organização do Prêmio Laureus.

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