Bielsa será técnico do Chile contra EUA, apesar de demissão

O enigmático técnico Marcelo Bielsa será técnico da seleção do Chile no amistoso com os Estados Unidos, apesar de anunciar, mais cedo neste mês, que estava se demitindo, disse uma autoridade da federação.

REUTERS

29 de dezembro de 2010 | 13h29

Bielsa, que liderou o Chile na Copa do Mundo disputada na África do Sul neste ano, pediu demissão após Jorge Segovia ser eleito presidente da federação chilena de futebol (ANFP) em novembro.

Segovia, entretanto, foi declarado inelegível posteriormente, levando à especulações de que Bielsa -- que havia renovado o contrato -- ficaria no cargo.

Uma nova eleição para presidente acontece no próximo mês.

"Marcelo vai preparar a partida contra dos Estados Unidos, porque está no seu contrato", disse Juan Carlos Berliner, chefe do departamento de seleção da ANFP, à mídia chilena.

"Ele fará a decisão apropriada quando as eleições tiverem sido realizadas, mas até então ele continuará a trabalhar como de costume com time nacional sênior."

O Chile enfrenta os EUA em Los Angeles, no dia 22 de janeiro.

O espanhol Segovia venceu a eleição à presidência da ANFP em 4 de novembro, mas o conselho de diretores decidiu que ele era inelegível por causa de ligações comerciais entre seus negócios e seu clube Unión Española, que ele preside.

O tribunal de honra do ANFP ratificou a decisão e pediu uma nova votação, que será conduzida em janeiro.

Bielsa é muito popular no Chile, tendo levado a seleção à Copa do Mundo pela primeira vez em 12 anos, onde eles chegaram aos 16 primeiros antes de perder para o Brasil.

A vitória de 1x0 sobre Honduras foi a primeira vitória em Copa do Mundo desde 1962, quando o evento foi recebido pelo Chile.

(Texto de Brian Homewood)

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