Bilardo diz que apóia uma investigação

O ex-técnico da seleção argentina, Carlos Salvador Bilardo, declarou nesta quinta-feira que se for necessário, ajudará em eventuais investigações sobre a polêmica "O garrafão do Branco", como é denominado na Argentina o suposto caso de dopagem proposital, por parte de integrantes do time argentino, do jogador brasileiro Branco com o tranqüilizante Ropyhnol.Segundo versões que circulam no âmbito do futebol local, os argentinos teriam fornecido ao jogador um garrafão de água contendo a droga, que teria provocado queda no rendimento do lateral durante o jogo Brasil x Argentina na Copa da Itália de 1990.A trapaça é confirmada pelo ex-jogador do futebol argentino, Diego Armando Maradona, que sustenta que o caso é real, embora não diga os nomes dos envolvidos diretamente, tampouco os mentores do ato ilegal. Bilardo utiliza a ausência dos nomes dos culpados nas declarações de Maradona para defender-se de qualquer envolvimento pessoal no caso.Mistério - Desta forma, permanece o mistério se o ex-técnico não sabe nada; se teria sido o mentor da suposta dopagem de Branco ou ainda, se - caso soubesse que integrantes da seleção estavam preparando a trapaça - teria dado a "bênção" para o ato ilegal, embora sem emitir a ordem direta.Apesar da disposição de Bilardo em colaborar com eventuais investigações que sejam realizadas, o ex-técnico declarou à Agência Estado que não sabe "nada" sobre o caso. Em declarações à imprensa argentina, Bilardo sustentou que nunca colocou elemento algum no polêmico garrafão de água.O presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Julio Grondona, também declarou que comparecerá aos tribunais se for necessária sua presença para prestar depoimento sobre o caso. No entanto, Grondona também sustentou que não sabe coisa alguma sobre a veracidade das denúncias de fraude com o garrafão de água fornecido a Branco.Panos quentes - Grondona também ressaltou que de 1990 para cá, "jamais os brasileiros apresentaram uma denúncia formal na Justiça". Para tentar colocar panos quentes no caso, o ex-jogador Jorge Burruchaga, integrante da seleção argentina de 1990, declarou que não acredita na história da água com os tranqüilizantes. "Eu mesmo bebi água desse garrafão e não me aconteceu coisa alguma", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.