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Bilionário russo Dmitry Rybolovlev é o ‘mecenas’ do novo rico europeu

Magnata está no Monaco desde 2011 e quer transformá-lo em uma potência. Dinheiro para isso é o que não falta

O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2013 | 07h30

MÔNACO - Depois de clubes como Paris Saint-Germain e Manchester City, o Monaco é um novo-rico da vez do futebol europeu. E como quase sempre acontece nessas situações, ascendeu de classe graças a um mecenas, no caso o bilionário russo Dmitry Rybolovlev. Ele comanda o clube desde o fim de 2011 e agora acredita ter chegado a hora de transformá-lo em potência europeia. E o primeiro passo de seu plano é dominar o futebol francês.

Para isso, Rybolovlev, um empresário do ramo de fertilizantes, foi às compras com voracidade. A contratação de maior impacto até agora foi a do colombiano Falcao García, por quem pagou 60 milhões (cerca de R$ 175,6 milhões ao Atlético de Madrid, o mesmo valor oferecido por Hulk. Comenta-se que para seduzir o goleador, ele vai lhe pagar um salário anual de 14 milhões (R$ 41 milhões).

Os primeiros reforços contratados pelo Mônaco para a temporada foram o meio-campista português João Moutinho e o meia-atacante colombiano James Rodriguez. Ambos estavam no Porto que, segundo a imprensa portuguesa, recebeu 70 milhões (R$ 205 milhões) pela dupla.

Na França e no Principado, os comentários são de que Rybolovlev está disposto a gastar 200 milhões (R$ 585, 6 milhões) para deixar o Mônaco em condições de desbancar o Paris Saint-Germain. Dinheiro não é problema para Dmitry Rybolovlev, visto na Rússia como um "garotão’’ – tem 46 anos – com tino ímpar para os negócios. Segundo divulgou a revista Forbes em março, ele é o 119.º homem mais rico do mundo.

Já esteve melhor nesse ranking – em 2010, figurava no 79.º lugar. O bolso, porém, continua recheado. Sua fortuna é calculada em US$ 9,1 bilhões (R$ 20,3 bilhões). Nascido em Perm, na região dos Montes Urais, Rybolovlev formou-se cardiologista em 1990. Mas pouco clinicou. Inicialmente, fundou uma empresa que oferecia um tratamento médico alternativo, por meio de campos magnéticos, e começou a ganhar dinheiro. Mas deslanchou mesmo quando decidiu entrar no ramo de fertilizantes.

Entre suas propriedades, está uma mansão em Palm Beach, nos Estados Unidos, que pertenceu a Donald Trump e tem até uma praia privativa. A casa tem 18 quartos. O russo também é dono de um apartamento de 626 metros quadrados e 10 quartos em Nova York, com vista para o Central Park, considerado por muitos investidores como o mais caro da cidade – ele pagou pelo imóvel nada menos do que US$ 88 milhões – cerca de R$ 196 milhões. Ou seja: para ele, investir no Mônaco, e de quebra ser beneficiado pela isenção fiscal do Principado, é algo bastante simples.

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