Bin Hammam diz que forçou Blatter a mudar ideias

Muitas das ideias que agora estão sendo lançadas pelo presidente Joseph Blatter não poderiam "vir a luz do dia" se ele não estivesse lutando pela reeleição, de acordo com texto publicado pelo candidato rival Mohammed Bin Hammam nesta segunda-feira. Bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol, é o único adversário de Blatter na eleição marcada para o dia 1º de junho.

AE-AP, Agência Estado

25 de abril de 2011 | 12h13

Em seu blog nesta segunda-feira, o catariano de 61 anos aprovou as ideias de Blatter de renovação da Fifa, que está sob a direção do suíço. Bim Hammam, porém, ironizou e escreveu que o suíço está apenas ecoando temas que ele levantou desde o anúncio da sua candidatura em março, incluindo a necessidade de novas liderança e uma maior transparência na Fifa.

"Para garantir que não sejamos deixados para trás por um mundo em constante mudança, temos de nos certificar e pensar pelo menos um passo à frente. Nos últimos tempos, esse não tem sido o caso da Fifa", escreveu Bin Hammam. "Mas agora, finalmente, Blatter está saindo com sugestões sobre como renovar o corpo diretivo do futebol, que poderia não vir a luz do dia se houvesse um desafiante à sua liderança".

Bin Hammam sugeriu que muitas das ideias de Blatter se contradizem com suas posições anteriores e só surgiram depois que ele percebeu que teria que superar um adversário nas eleições. "Parece que o meu desafio a Blatter fez reavaliá-lo sua visão do futuro do futebol", disse Bin Hammam. "A concorrência é saudável e é vital para o contínuo desenvolvimento e progresso do esporte que está tão perto dos nossos corações".

A campanha de Blatter baseia-se em garantir a estabilidade, combater a corrupção e distribuir US$ 1 bilhão entre os membros da Fifa para projetos de desenvolvimento ao longo dos próximos quatro anos. Bin Hammam prometeu maior distribuição dos lucros da Copa do Mundo, que ajudaram a Fifa a criar um fundo de reserva US$ 1,28 bilhão. Ele também prometeu dividir o poder da Fifa, além de criar uma comissão de transparência.

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