Bin Hammam nega uso de recursos de entidade asiática

Mohamed bin Hammam disse nesta terça-feira que as acusações de ter enriquecido sua família e apoiadores enquanto presidia a Confederação Asiática de Futebol possuem motivação política e que planeja combater "este claro abuso de poder" em mais um capítulo da sua polêmica com a Fifa.

AE-AP, Agência Estado

15 de agosto de 2012 | 08h41

Em uma carta a 20 associações asiáticas, Bin Hammam confirmou que fez pagamentos a dirigentes, mas disse que o dinheiro usado saiu de suas próprias contas bancárias e foram realizados por um desejo de ajudar pessoas em necessidade, incluindo Zhang Jilong, atual presidente da Confederação Asiática de Futebol, que ordenou a realização de uma auditoria pela PriceWaterhouseCoopers, que provocou o início de uma nova investigação pelo comitê de ética da Fifa.

"Jilong foi um dos que veio me pedir apoio financeiro e o ajudei com uma quantidade significativa de minha conta pessoal", escreveu Bin Hammam. "Eu vou deixá-lo explicar as circunstâncias do presente para vocês, se ele quiser".

O catariano, de 63 anos, teve o banimento por toda a vida do futebol cancelado pela Corte Arbitral do Esporte em julho. Anteriormente, a Fifa havia aplicado essa punição em razão do suborno de eleitores do Caribe quando ele desafiou Joseph Blatter na eleição presidencial da entidade no ano passado.

As acusações da PWC são objeto de investigações separadas da Confederação Asiática de Futebol e da Fifa. Bin Hammam as classificou como uma mera perseguição. "É uma repetição do que a Fifa fez anteriormente quando eu estava contra o senhor Blatter nas eleições presidências do ano passado", escreveu.

A auditoria acusa Bin Hammam de ter recebido milhões de dólares de pessoas físicas ligadas aos contratos de AFC durante seu mandato, que começou em 2002, e de ter gasto recursos da entidade em diversos itens pessoais. Além disso, há acusações de irregularidades em contratos e distribuição ilegal de recursos para dirigentes.

Bin Hammam está cumprindo uma suspensão provisória de 90 dias, imposta pela Fifa, em razão das novas acusações. A Comissão de Ética da entidade, através do procurador Michael García, abriu uma investigação sobre as novas acusações de irregularidades financeiras cometidas pelo dirigente.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolBin Hammamcorrupção

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.