Biro-Biro "recomeça" como amador

O velho Biro-Biro está de volta aos gramados. Um dos representantes da raça corintiana na década de 80 deixou a vaga de treinador do desconhecido Tupi, de Santa Catarina, para calçar de novo as chuteiras e assumir, no auge de seus 41 anos, a camisa número 5 pelo modesto clube amador Vera Cruz, de Pomerode-SC.A reestréia de Biro-Biro, porém, não foi das melhores. Na apresentação do jogador, quarta-feira, em Blumenau, o time foi superado por 2 a 1 pelo Caxias, de Joinville. "Era só uma festa", explicou o presidente do Vera Cruz, Robert Van Der Heyde. No domingo, contra o Flamengo de Rio dos Cedros, o volante faz sua estréia oficial pela equipe, em partida válida pelo Campeonato Municipal de Pomerode. O torneio, com média de público de 800 torcedores, vai até agosto, com partidas sempre nos fins de semana.O ídolo corintiano não assinou um contrato e receberá uma quantia fixa por partida. Como sempre acontece, o presidente do clube não quis revelar o valor, mas adiantou que o pagamento de Biro-Biro é pelo menos duas vezes maior que o de seus companheiros de equipe. O elenco do Vera Cruz é composto em sua maioria por ex-jogadores pouco conhecidos nacionalmente, como o lateral-direito Welson e o atacante Marcos Severo.O presidente do clube conta que a "contratação" de Biro-Biro é uma jogada de marketing para colocar o Vera Cruz na mídia nacional e, com isso, "sensibilizar os empresários da região". O objetivo de Van Der Heyde é montar um time profissional para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Catarinense em 2003, que teria como técnico o próprio Biro-Biro. "Nossa idéia é formar uma equipe de base a partir de agosto deste ano, quando faremos uma ?peneira? no clube."Biro-Biro pode ser considerado um andarilho do futebol. Pernambucano de nascimento, estreou em 1977 no Sport. A raça e disciplina tática do jogador chamaram a atenção do Corinthians, onde atuou de 1978 a 89, conquistando quatro títulos paulistas. Em 1988, trocou os gramados pela política e se elegeu vereador de São Paulo. Mas se engana quem pensa que encerrou por aí sua carreira no futebol. Passou ainda pela Portuguesa, Coritiba, Guarani, Nacional-SP, Botafogo de Ribeirão Preto, Remo do Pará e, finalmente, em 1992, pelo Paulista - hoje, Etti Jundiaí.Na segunda parte da sua peregrinação, agora como treinador, Biro-Biro dirigiu o Mauá e o Bandeirante de Birigüi, ambos de São Paulo, o Barra Futebol Clube, de Barra do Garças, Mato Grosso, e o Tupi, de Santa Catarina. Sem esquecer, claro, que nunca abandonou o time de masters do Corinthians, onde joga amistosos em todos os cantos do País ao lado dos ex-jogadores Zenon, Vladmir, Ataliba, entre outros.

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