AFP PHOTO / CARL DE SOUZA
AFP PHOTO / CARL DE SOUZA

Blatter admite preocupação com racismo na Rússia

Estudo mostra país com cultura racista e de extrema direita

Estadão Conteúdo

01 Março 2015 | 11h53

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu que está preocupado com a possibilidade de casos de racismo na Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia. A declaração foi dada dias depois de um estudo escancarar a escala em que se encontra o racismo no futebol do país e alertar que há a possibilidade de que ele se faça presente no próximo Mundial.

Perguntado sobre este estudo em entrevista à agência de notícias The Associated Press, Blatter não escondeu a insegurança. "Eu estou ciente do estudo e nós estamos preocupados, definitivamente", disse. "Racismo é um dos itens que está no topo da minha lista, todo dia. Mas todo dia, infelizmente, temos demonstrações racistas em algum lugar do mundo, que precisamos lutar contra."

Um estudo produzido pela Fare Network, uma organização que combate o racismo no futebol, e o instituto SOVA Center, de Moscou, mostrou que a Rússia está assolada por uma onda de cultura racista e de extrema direita. O documento ainda detalhou casos de comportamento discriminatório no futebol local e alertou que "será difícil assegurar a segurança dos visitantes" na Copa do Mundo.

Mas a preocupação de Blatter já existia, tanto que ele conversou em julho com o presidente russo Vladimir Putin sobre o assunto e transformou o combate ao racismo em uma prioridade no futebol do país. "Educação, definitivamente, é necessária, e se isso não pará-los, então haverá algumas sanções. Começamos um grande programa educacional com eles. Eles estão cientes da situação."

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