Reuters
Reuters

Blatter alerta para risco da França ser punida

Seleção pode ser suspensa se ocorrer intromissão política na escolha do novo presidente da Federação Francesa de Futebol

AE-AP, Agência Estado

29 de junho de 2010 | 08h36

Joseph Blatter, presidente da Fifa, alertou o líder Nicolas Sarkozy que a seleção francesa poderá ser suspensa do futebol mundial se ocorrer intromissão na definição do novo presidente da entidade. O suíço disse nesta terça-feira que ele estava enviando uma "clara mensagem" para o governo francês e o seu presidente que afirmou que irá conduzir pessoalmente as investigações sobre a decepcionante campanha da França na Copa do Mundo.

Veja também:

especial CRONOLOGIA: Copa, dia a dia

tabela TABELA - Jogos | Classificação | Simulador

A Federação Francesa de Futebol "pode realmente confiar na Fifa no caso de interferência política, mesmo se for em nível presidencial", disse Blatter. "A França fez um processo de estado no futebol, mas o futebol continua nas mãos da federação".

O estatuto da Fifa diz que as federações devem ser geridas independentemente e podem ser suspensas em casos de interferência. Equipes, árbitros e dirigentes de futebol podem ser impedidos de trabalhar, mesmo que a federação seja vítima de tentativa de interferência do governo.

No entanto, Sarkozy agiu após o desempenho desastroso na África do Sul. A equipe, que venceu a Copa do Mundo 1998 e foi vice-campeã quatro anos atrás, não conseguiu vencer um jogo na África do Sul e os jogadores se recusaram a treinar depois que Nicolas Anelka foi dispensado por insultar o técnico Raymond Domenech.

Um painel parlamentar está agendado para esta terça-feira depois de um debate com a ministra dos Esportes. Ela afirmou anteriormente que era "inevitável" que Jean-Pierre Escalettes, presidente da Federação Francesa de Futebol, renunciasse, em uma aparente violação das regras da Fifa. Escalettes anunciou a entrega do cargo e participará de uma audiência com o técnico Raymond Domenech na quarta-feira na Assembleia Nacional.

Blatter lamentou a saída do dirigente e advertiu que a força da França no futebol mundial não impedirá uma ação dura da Fifa. "Com certeza, posso dizer-lhe que a interferência política será tratada pela Fifa, não obstante o tipo de interferência e qual seja o tamanho do país", disse.

 

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.