Andrew Medichini/AP
Andrew Medichini/AP

Blatter aponta Brasil mais atrasado do que África do Sul na preparação

Para presidente da Fifa, sede da Copa de 2010 estava mais adiantada para receber o evento

Agência Estado

28 de janeiro de 2014 | 11h20

PARIS - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, voltou a criticar os atrasos da preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo. O dirigente avaliou, em entrevista à revista France Football, que o País está mais atrasado que a África do Sul, que sediou o Mundial de 2010, apesar de garantir que o torneio será um sucesso.

"O Brasil está mais atrasado na preparação do que a África do Sul, no mesmo período. Mas não duvido de que um grande país, com 200 milhões de habitantes, organizará um grande Mundial", afirmou Blatter, que na semana passada se reuniu em Zurique, na sede da Fifa, com Dilma Rousseff, presidente do Brasil e tratou da preparação do País para o torneio.

Blatter lembrou que o Brasil foi escolhido em 2007 para sediar a Copa do Mundo, mas mesmo assim não conseguiu evitar atrasos na preparação do torneio. "Esta é a primeira vez que um país dispõe de sete anos para organizar o Mundial e a preparação está atrasada", afirmou.

Na semana passada, em visita ao Brasil, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, ameaçou retirar a Arena da Baixada, em Curitiba, da Copa do Mundo, em razão do atraso nas obras do estádio. Além disso, apenas sete dos 12 estádios que serão usados no torneio estão concluídos - os seis que foram usados na Copa das Confederações, no ano passado, e a Arena das Dunas, em Natal, inaugurado na semana passada.

No início do ano, em declarações à imprensa suíça, Blatter afirmou que nunca havia visto atraso tão grande na preparação de um país para a Copa desde que começou a trabalhar na Fifa. Depois, porém, ele pareceu selar a paz com o governo brasileiro ao declarar que o país será um "ótimo anfitrião", além de ter se encontrado com Dilma.

Agora, no entanto, o presidente da Fifa voltou a usar uma entrevista para um órgão de imprensa de fora do Brasil para criticar a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, que será disputada entre os dias 12 de junho e 13 de julho.

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