Paul Thomas/AP
Paul Thomas/AP

Blatter critica transporte e hotelaria da África do Sul

Presidente da Fifa diz que infraestrutura precisa melhorar para a Copa do Mundo do ano que vem

Agencia Estado

29 de junho de 2009 | 12h07

JOHANNESBURGO - Joseph Blatter, presidente da Fifa, deu nota 7,5 em uma escala até 10 para a Copa das Confederações, encerrada no último domingo, mas alertou para a necessidade dos sul-africanos melhorarem o sistema de transporte e hotelaria para a Copa do Mundo de 2010.

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Blatter e Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, disseram que detectaram problemas que precisam ser resolvidos nos próximos 11 meses para o Mundial, que será realizado entre os dias 11 de junho e 11 de junho de 2010, apesar de terem aprovado a organização do torneio.

Blatter ressaltou que 7,5 é uma pontuação boa e que acredita que a África do Sul vai conseguir chegar a 8 quando for realizado o sorteio da Copa do Mundo, na Cidade do Cabo, em 4 de dezembro, e talvez a 10 quando o Mundial for disputado.

"Estou muito satisfeito e muito contente", declarou o dirigente. "Sabemos que há questões logísticas que precisam ser trabalhadas. Há problemas de transporte e hotelaria. Não vamos ocultá-los", manifestou.

"Este é um tema especial porque a África do Sul espera uns 450 mil visitantes durante a Copa do Mundo, torcedores de todo o mundo que querem encontrar um lugar onde dormir. Não será fácil acampar porque será inverno e, além do mais, devem viajar de uma sede a outra. Este é um grande desafio".

Valcke disse que o Mundial será um êxito somente se os visitantes que vierem do exterior se mostrarem satisfeitos com a infraestrutura. Os organizadores prometem criar mais 15 mil vagas em hotéis para atender as expectativas e talvez tenham que recorrer a países vizinhos.

"O transporte é um tema delicado, assim como o alojamento", assinalou. "São coisas que precisam resolver. O transporte aos estádios não funcionou, as sinalizações não funcionaram, foi difícil sair e chegar aos estádios".

Valcke, porém, se mostrou otimista e disse que esses problemas podem ser resolvidos. "Não há um só assunto que pensamos que não possa ser resolvido nos próximos 11 meses", expressou. "Quando for realizado o sorteio saberemos com mais exatidão quais são os problemas que precisamos resolver".

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