Blatter defende cotas para jogadores europeus

Presidente da Fifa quer limitar número de atletas estrangeiros em times da Europa

BBC Brasil, BBC

05 de outubro de 2007 | 05h50

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, defendeu a limitação de jogadores estrangeiros, mesmo que da União Européia, em times europeus, e afirmou que está pronto a questionar a UE sobre o assunto. O comentário foi feito em resposta a uma pesquisa encomendada pelo programa de TV Football Focus, da BBC, com torcedores de futebol.   Veja também:  Para Platini, limitação a jogadores estrangeiros é impossível Ele quer estabelecer um limite de cinco jogadores estrangeiros entre os 11 que iniciam a partida, para permitir o desenvolvimento de jogadores nacionais. A proposta contraria as regras da União Européia que prevêem que um cidadão europeu pode trabalhar livremente em quaqueler país do bloco. Mas Blatter afirma que o futebol deve ser tratado de modo diferente: "Jogadores de futebol não são trabalhadores comuns. Você precisa de 11 para disputar uma partida. Eles estão mais para artistas do que trabalhadores." Atualmente, as regras para os trabalhadores da UE valem também para os jogadores, o que significa que um time pode ter até todos os jogadores estrangeiros, desde que eles sejam de países do bloco. No mês passado, o departamento de esportes da BBC revelou que o número de estrangeiros nos times de futebol da Primeira Divisão inglesa vem crescendo desde 1992, e a Federação Inglesa já demonstrou preocupação sobre o impacto que isso pode ter entre os jogadores nacionais. A pesquisa mostra que os torcedores também estão preocupados. Mais da metade - 56% dos 1055 torcedores entrevistados na pesquisa - concordou que deve haver uma cota para jogadores estrangeiros nos times da Primeira Divisão inglesa. Recentemente a UE revelou planos de impôr mais regulações ao futebol e afirma que o esporte deveria ter imunidade apenas limitada às regras de emprego no bloco, não devendo ser considerado exceção. Mas Blatter afirma que está pronto para lutar contra qualquer movimento da UE. "O futebol nunca teve coragem de ir contra esta prática", disse ele. "Ter 11 jogadores estrangeiros em um time não é bom para o desenvolvimento do futebol, para a educação dos jogadores jovens, e também há o aspecto financeiro." Entre os torcedores entrevistados na pesquisa, 78% disseram que há dinheiro demais no futebol e que isso está prejudicando o esporte, 85% afirmam que os ingressos para as partidas são muito caros e 63% disseram que querem a introdução de tecnologia de vídeo para orientar as decisões dos juízes. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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