Blatter diz que a Fifa abrirá processo contra Maradona

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta sexta-feira, na cidade do Cairo, no Egito, que a entidade abrirá um processo disciplinar contra o técnico da seleção argentina, Diego Maradona, que corre o risco de ser punido com cinco ou mais partidas de suspensão.

AE-AP, Agencia Estado

16 de outubro de 2009 | 10h49

O dirigente afirmou que a decisão foi tomada por causa das duras declarações que o ex-jogador direcionou a jornalistas do seu país após a vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai, na última quarta-feira, em Montevidéu, que garantiu os argentinos na Copa do Mundo de 2010. Na ocasião, Maradona chegou a fazer uma afirmação de conotação sexual, ao pedir que os jornalistas "chupem e sigam chupando" ao comemorar a classificação da Argentina, após sofrer críticas por seu trabalho como treinador da seleção.

"As informações que temos recebido não nos deixam outra alternativa que não seja pedir ao comitê disciplinar da Fifa que abra um caso contra o técnico da Argentina, Diego Armando Maradona", afirmou Blatter, durante entrevista coletiva concedida horas antes da disputa da final do Mundial Sub-20, entre Brasil e Gana, que será realizada na tarde desta sexta-feira.

Blatter citou o artigo 58 do código disciplinar da Fifa para justificar a decisão de abrir um processo contra o treinador. O artigo diz que "mediante atos ou palavras que humilhem, descriminem ou envergonhem uma pessoa ou um grupo de pessoas em razão de sua raça, cor de pele, idioma, credo ou origem de forma que atinja a dignidade humana [o infrator] será suspenso por no mínimo cinco partidas".

O mandatário da Fifa, porém, se negou a fazer comentários específicos a respeito das declarações de Maradona. "Há um artigo e, como presidente da Fifa, meu dever e minha obrigação é apresentar [o caso] ao comitê disciplinar", resumiu.

Ao mesmo tempo, Blatter afirmou que ficou feliz com a classificação dos argentinos para o Mundial. "A Argentina é uma potência do futebol, sempre tem sido em todos os Mundiais há 40 anos", reforçou Blatter, que fez questão de ressaltar que a Copa do Mundo não depende da Argentina e de nenhum outro país ou jogador para ser realizada. "Não importa se alguns jogadores não estarão presentes. Nascerão novas estrelas", ressaltou.

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