Blatter diz que candidaturas precisam aceitar derrota

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, reiterou a opinião de que os países fracassados na disputa pelas sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 devem aceitar a derrota com elegância. Repetindo a posição de que Rússia e Catar foram escolhidos para difundir o esporte a novos territórios, Blatter acusou alguns países de adotarem comportamento antidesportivo.

AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2010 | 11h03

"Talvez algumas pessoas se esqueceram de que no futebol você tem que aprender a perder, bem como a ganhar", disse Blatter em uma entrevista publicada no site oficial da Fifa. "Foi uma competição. Algumas pessoas ganharam, algumas pessoas perderam. Isso é normal".

A Inglaterra foi um dos países derrotados que mais reclamaram da decisão da Fifa. "A mídia esportiva não aprecia o social ou a importância cultural da concessão da Copa do Mundo a um país", disse Blatter. "Eles só pensam em pênaltis, escanteios, arbitragem e dinheiro. Mas, como eu já disse, esta decisão não foi sobre como ganhar dinheiro".

Destacando que, na sua opinião, a Copa da África do Sul foi um enorme sucesso, Blatter disse que é importante que todas as partes do mundo recebam o torneio. "Fizemos decisões históricas em termos de esporte e geopolítica", disse Blatter. "Enviamos a Copa do Mundo para novos territórios. A Copa do Mundo de 2018 vai para a Europa Oriental e um grande país que é a Rússia, e o evento de 2022 irá para o Catar,

no mundo árabe. A Copa do Mundo irá descobrir novas culturas em novas regiões, e

que é algo que estou encantado".

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