Blatter diz que conluio na escolha de sedes é inevitável

Um dia depois da punição aos envolvidos em um escândalo de compra de votos, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta sexta-feira que é impossível evitar o "conluio" entre os países nas eleições que definem as sedes das Copas do Mundo.

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2010 | 15h04

"Você não consegue evitar esses conluios. Mas, se houver alguma coisa errada nestas situações, alguém deve naturalmente intervir", declarou Blatter, se referindo às denúncias de compras de voto envolvendo Amos Adamu, da Nigéria, e Reynald Tamarii, presidente da Confederação de Futebol da Oceania.

Eles foram flagrados pelo jornal inglês Sunday Times ao tentar negociar seus votos. Adamu foi punido com uma suspensão de três anos, enquanto Tamarii ficará longe do esporte por um ano. Eles estão fora das eleições do dia 2 de dezembro, que definirão as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. Outros quatro membros da Fifa também foram suspensos, por até quatro anos.

Já as candidaturas de Portugal/Espanha e Catar, acusados de troca de votos, foram absolvidas pela Fifa. Os europeus concorrem à Copa de 2018 e os asiáticos para o de 2022. "Não havia evidência suficiente", justificou Blatter, que aprovou a suspensão dos dois dirigentes. Para o dirigente, as punições deixarão as dúvidas de lado no dia da escolha das sedes.

O presidente disse ainda que "ouviu e compreendeu" a mensagem de que o mundo todo está observando os passos da Fifa. "Temos um compromisso com os governos que fizeram um grande esforço para representar suas candidaturas e estar presente aqui [em Zurique, local da eleição do dia 2]", declarou Blatter.

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