Ahmad Yusni/EFE
Ahmad Yusni/EFE

Blatter diz que reforma anticorrupção na Fifa será apresentada em outubro

Presidente da Fifa prometeu 'limpar' o futebol mundial quando foi reeleito, em junho

estadão.com.br

28 de agosto de 2011 | 14h25

SUÍÇA - Após um ano do escândalo que abalou o futebol mundial, o presidente da Fifa Joseph Blatter, disse neste domingo, 28, à agência de notícias Associated Press que vai apresentar uma reforma anticorrupção em outubro.

De acordo com Blatter, o documento será apresentado em uma reunião com os seus colegas do comitê executivo da Fifa em Zurique, Suíça, nos dias 20 e 21 de outubro."Vou anunciar um roteiro de onde vamos e quando vamos", disse o presidente.

Blatter prometeu “limpar” o futebol mundial quando foi reeleito para o quatro e último mandato, em junho desde ano. Seu ex-rival eleitoral, o qatarianoMohamed bin Hammam foi tirado da disputa pela presidência sob acusação de suborno na eleição para a sede da Copa do Mundo de 2022, vencida pelo Qatar.

O escândalo de suborno também forçou o vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe), Jack Warner, à renunciar o cargo. A Fifa investiga ainda 16 funcionários no Caribe acusados de aceitar US$ 40 mil.

No entanto, alguns colegas de Blatter que irão votar a aprovação de suas reformas foram liberados de acusações de subornos por falta de provas. "Foi um ano muito difícil", admitiu Blatter. "Agora eu estou trabalhando em diferentes itens e eu vou apresentá-los ao comitê executivo da Fifa durante a reunião."

Para alterar o estatuto da Fifa, Blatter terá que aguardar a aprovação de 208 membros no próximo congresso em Budapeste, Hungria, em maio de 2012. Para compor o documento, o presidente da Fifa procurou  o conselho de Transparência Internacional (TI), que publicou um extenso programa anticorrupção.

A autora do relatório, Sylvia Schenk, propõe que a Fifa investigue alegações anteriores de propina e fraude e crie um órgão independente para investigar denuncias de corrupção, formado por jogadores, patrocinadores e membros da mídia.

Schenk também recomendou que proteger os denunciantes da Fifa, impor dois mandatos para funcionários eleitos e publicar detalhes de todos os salários e bônus.

"Eu conversei com ela duas vezes e as pessoas da minha organização tiveram boas discussões com ela", disse Blatter. "Eles têm um monte de recomendações, mas em transparência, o que mais devemos fazer?". Com AP

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