Blatter diz que Rússia ainda 'tem muito a fazer' contra o racismo

'Tem de haver punições, mas educação também é importante', diz

Estadão Conteúdo

08 de abril de 2015 | 13h09

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse nesta quarta-feira que ainda "falta muito a se fazer" para a Rússia combater o racismo no seu futebol antes que o país sedie a Copa do Mundo de 2018. E o dirigente escreveu em seu perfil no Twitter que "tem de haver punições, mas a educação também é importante".

O Torpedo Moscou recebeu na última terça-feira sua quarta punição por racismo nesta temporada, depois que seus torcedores exibiram um símbolo nazista em uma partida. Como punição pelo ato da torcida, o time terá que disputar dois jogos como mandante com os portões fechados.

Blatter também elogiou a decisão da Federação Russa de Futebol de criar o cargo de inspetor antirracismo, para o qual nomeou um responsável para a função em março, e disse que é "bom ver" que a Rússia deu esse passo.

Esse funcionário, Alexei Tolkachev, disse nesta quarta-feira que ainda não começou a trabalhar porque as autoridades seguem revisando as leis para definir quais serão os seus poderes. Tolkachev indicou que espera nomear um grupo de trabalho para começar a supervisionar as partidas ao término da temporada.

O racismo atinge a imagem da Rússia e poderia alertar a sua relação com a Fifa, alertou nesta quarta-feira o ministro dos Esportes do país, Vitaly Mutko, que também lidera o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018.

"Está prejudicando nossa imagem. E as federações internacionais estão atentas a isso e dizem que estamos nos preparando para o Mundial, mas se perguntam sobre o que pode acontecer", disse ao site esportivo russo R-Sport.

Mutko destacou que o racismo nas partidas do Campeonato Russo não é necessariamente um indicio do que poderia acontecer na Copa do Mundo, pois haverá um público diferente nos estádios e outras medidas de segurança. Mas, acrescentou, "de todo modo, estamos criando tensão no ambiente do futebol".

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