Blatter diz que Suárez 'não foi justo' e merece punição e afastamento

O que o uruguaio Luis Suárez fez "não foi justo". Quem defende a punição é o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que, numa mensagem difundida nesta sexta-feira, apoiou a decisão disciplinar tomada por sua entidade e que estabeleceu nove jogos de suspensão e quatro meses de afastamento para o jogador da Celeste por ter mordido um zagueiro adversário.

Jamil Chade , O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 19h07

"O que ele fez não foi justo", disse Blatter, insistindo que Suárez já havia cometido o mesmo ato em outras ocasiões e punido. "Não posso dizer se foi uma punição muito grande ou não. O Comitê de Disciplina é independente", declarou. "Luto pelo fair play no futebol e essa decisão foi tomada por sete juízes que levaram em consideração o que ele fez no passado", disse. 

Blatter também comemorou o fato de a Copa estar acontecendo sem protestos. "Tem mais gente nas Fan Fest que nas manifestações", disse. "Eu sabia que, quando o pontapé inicial fosse dado, o País entraria no futebol", disse. "Agora, com 48 dos 64 jogos disputados, o povo brasileiro está no jogo e está mais do que nunca no futebol", disse. "Agradeço ao povo brasileiro pela aceitação da Copa", afirmou. 

O cartola também comemorou a qualidade do futebol em campo. "O que mudou é que todos querem ganhar, e não só não perder", disse. Segundo ele, seleções como a Espanha foram eliminadas porque "esperaram e esperaram". "Vimos o que aconteceu com os europeus. Tem de marcar", declarou.

Blatter ainda festejou o fato de que a tecnologia para mostrar se um gol foi marcado ou não funcionou e prometeu introduzir também a possibilidade de que o juiz possa assistir um replay para determinar se foi falta dentro ou fora da área ou se foi ou não pênalti. O replay, porém, não poderá ser usado para o impedimento. 

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