Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Blatter é comparado a Jesus Cristo em congresso da Concacaf

Evento é marcado por manifestações de apoio ao dirigente

O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 11h40

Durante o 30º Congresso Anual da Concacaf, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, a entidade 'prometeu' o voto de seus 33 filiados à Joseph Blatter na próxima eleição da Fifa, a ser realizada em maio. Além disso, os discursos foram de reverência ao mandatário, que foi chamado de 'pai do futebol' e comparado a Nelson Mandela e até mesmo Jesus Cristo.

"Nossos membros mandam a mensagem de que continuam a apoiar Blatter", disse o dirigente que está à frente da Concacaf, Jeffrey Webb, que também é um dos vice-presidentes da Fifa. O mandatário da Federação de Futebol de Trinidad e Tobago, Oliver Camps, foi além e definiu Blatter, no comando da Fifa desde 1998, como 'pai do futebol'.

Porém, foi o presidente da Federação da República Dominicana, Osiris Guzman, que comparou o suíço de 79 anos com figuras históricas da humanidade. Entre elas, Nelson Mandela, Martin Luther King, Moisés, Abraham Lincoln e até mesmo Jesus Cristo. Guzman, aliás, foi suspenso pela Fifa em 2011 acusado de participar de um escândalo de compra de votos na última eleição presidencial da Fifa.

O apoio maciço da Concacaf à candidatura de Blatter tem um preço. Na mesma conferência, o presidente Jeffrey Webb afirmou: "Eu antes jogava para ganhar. Agora jogo para gerar uma mudança. A Copa do Mundo de 2026 pertence à Concacaf". Estados Unidos e México são os países favoritos a receber o torneio.

Além disso, Blatter vem cogitando aumentar o número de vagas da Concacaf para Copas do Mundo. "Se o Mundial for mantido com 32 equipes, a Concacaf deveria ter quatro seleções fixas", disse em pronunciamento no evento. No dia seguinte ao pleito da Fifa, marcado para 29 de maio, o comitê executivo da entidade decidirá a distribuição de vagas por confederações para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Blatter tem como adversários o príncipe jordaniano Ali Bin al Hussein, o presidente da Federação Holandesa de Futebol, Michael van Pragg, e o ex-jogador português Luis Figo. Todos estiveram presentes em Nassau, mas como observadores do congresso. Figo, aliás, acusou a entidade de 'silenciá-lo' ao não permitir um pronunciamento e definiu o Congresso como 'antidemocrático'. Joseph Blatter concorre a seu quinto mandato consecutivo na presidência da Fifa.

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