Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Blatter está 'aliviado' após audiências do caso do suposto pagamento ilícito a Platini

Ex-presidente da Fifa foi ouvido por quatro dias na Suíça sobre o valor de 2 milhões de francos suíços que repassou ao francês

AFP, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2021 | 07h34

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, ficou aliviado após seu quarto e último dia de audiências em Zurique pelo caso do suposto pagamento ilícito que também ameaça Michel Platini, informou seu porta-voz. A decisão do Ministério Público é esperada nas próximas semanas.

Esta é a última etapa antes do encerramento da investigação aberta em 2015. As audiências, que começaram na segunda-feira, foram realizadas na Procuradoria-Geral da República em Zurique, onde está localizada a sede da Fifa. "Acabou. Agora Blatter está aliviado. Ele está feliz que isso acabou. A semana foi difícil para ele, mental e fisicamente", disse o porta-voz de Blatter, Thomas Renggli.

Devido ao seu estado de saúde, Blatter, de 85 anos, foi hospitalizado para uma cirurgia no coração em dezembro e janeiro e não pode ser interrogado por mais de 90 minutos por dia. "No final da audiência, seu advogado Lorenz Erni disse (ao tribunal) que é hora de parar de incomodar Blatter", afirmou o porta-voz. 

O caso é relacionado ao pagamento pela Fifa de 2 milhões de francos suíços (R$ 11 milhões) a Platini, ex-presidente da Uefa, no início de 2011, sem justificativa escrita, a pedido de Blatter. O escândalo encerrou a carreira dos dois homens mais poderosos do futebol mundial.

Blatter é investigado por "suspeitas de fraude, quebra de confiança e gestão desleal". O processo contra Platini apura "suspeitas de fraude, participação em quebra de confiança, participação em gestão desleal e falsidade de títulos".

Platini se apresentou à Justiça pela última vez em meados de março. Ele aguarda a decisão do Ministério Público, que poderá pedir o arquivamento do caso ou encaminhar o julgamento ao Tribunal Criminal Federal de Bellinzona. 

Blatter e Platini alegam que trata-se de um valor devido por um trabalho de consultoria realizado pelo francês em 1999-2002. A Fifa, liderada desde 2016 por Gianni Infantino, lamenta a falta de um contrato escrito mencionando tal remuneração e pede a Platini o reembolso de 2 milhões de francos suíços.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.