Blatter nega corrupção na Fifa e critica Inglaterra

Ainda repercutindo a polêmica eleição que definiu Rússia e Catar como sedes da Copa da Mundo em 2018 e 2022, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou a existência de "corrupção sistemática" na entidade. E ele também acusou a Inglaterra de ser "má perdedora", por causa das críticas que fez após a definição dos dois países eleitos.

AE-AP, Agência Estado

08 de dezembro de 2010 | 16h33

A eleição das sedes da Copa aconteceu na última quinta-feira, num processo marcado por escândalos. Acusados de tentar vender votos, dois membros do Comitê Executivo da Fifa foram suspensos pela entidade e não participaram do pleito. Diante disso tudo, a Rússia ganhou a disputa para o evento de 2018 e o Catar foi escolhido para 2022.

"Não há corrupção sistemática na Fifa. Isso não tem sentido. Estamos financeiramente limpos", afirmou Blatter, em entrevista à revista suíça Weltwoche. Ele reconheceu, no entanto, que a entidade precisa "melhorar a sua imagem" depois dos recentes escândalos.

Durante a mesma entrevista, Blatter rebateu as críticas feitas pelos ingleses após a derrota para a Rússia na eleição da Copa de 2018, quando defenderam mudanças no processo de escolha da Fifa. "Eles estão sendo mau perdedores", disse o presidente.

"Para ser honesto, fiquei surpreso com a Inglaterra reclamando após a derrota. A Inglaterra, mais do que todo mundo, é a mãe do ideal de fair play", revelou Blatter, reforçando que os ingleses estão mostrando uma "arrogância ocidental" nesse processo.

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