Blatter quer a Copa de 2018 na América do Norte ou na Ásia

Em visita a Londres, o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, revelou nesta quarta-feira que a Copa do Mundo de 2018 deve acontecer na América do Norte ou na Ásia. Assim, a Inglaterra, que havia manifestado interesse em receber a competição, só poderia se candidatar a partir de 2022."A Fifa decidiu colocar em prática o rodízio de continentes", contou Blatter. "Nós, talvez, poderemos considerar o continente americano como único. Assim, a Copa de 2018 iria para a Ásia, onde a Austrália tem interesse." Os australianos, que pertenciam à Oceania, se filiaram à Federação Asiática.Porém, caso a Copa de 2018 aconteça na América do Norte, a de 2022 seria realizada na Ásia. Assim, a Inglaterra só poderia receber a competição em 2026. "Vamos analisar todos os fatos e ver o que é melhor para o futebol", explicou Blatter.O suíço ainda contou que a China, que sediará os Jogos Olímpicos de 2008, também aparece como uma boa opção, apesar de não ter manifestado interesse em receber um Mundial. "Países que organizam a Olimpíada possuem boa estrutura e só precisam de alguns ajustes", explicou.Críticas aos colombianosA próxima Copa do Mundo, que será realizada em 2010, acontecerá na África do Sul - é a primeira na história do continente africano. Em 2014, o evento será realizado na América do Sul. O Brasil, que é favorito, disputa o direito de sediar a competição com a Colômbia.?Temos dois candidatos para 2014. Um é o Brasil e outro a Colômbia, ainda que no caso da Colômbia se trate, antes de mais nada, de uma ação de relações públicas para desviar a atenção dos problemas do país??, detonou o dirigente. Os rivais do Brasil sofrem com a violência urbana e no campo, com a guerrilha e o tráfico de drogas, entre outras dificuldades. Economicamente, também enfrentam problemas.Blatter lembrou que a Colômbia já teve a sua oportunidade de realizar um Mundial, em 1986, mas não conseguiu honrar o compromisso por falta de dinheiro - a Copa acabou sendo transferida para o México. O dirigente deu a entender que o país perdeu a chance e não vai ter outra.Atualizado às 19h26

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