Blatter reforça que a Fifa punirá severamente o racismo

Países que falharem em acabar com o racismo nas partidas de futebol podem ser suspensos pela diretoria da Fifa, disse o presidente Joseph Blatter nesta quarta-feira. "Pela mudança dos estatutos, a Fifa não tem apenas o poder, mas a obrigação", disse o dirigente, durante uma coletiva de imprensa. "Se eles (países) não estiverem fazendo o que é esperado deles, então a Fifa precisará intervir", completou.Sanções mais pesadas contra o racismo, incluindo a retirada de pontos, foram adotadas no Congresso Anual da Fifa antes da Copa do Mundo começar. A organização mudou seus estatutos para introduzir regras mais duras no começo deste mês, para combater o racismo entre técnicos, jogadores, autoridades e, até mesmo, torcedores. O comportamento racista tem sido um problema recorrente em algumas ligas, inclusive a espanhola, e também em países do leste europeu que eram comunistas. Também ocorreram problemas na Itália enquanto os incidentes crescem em partidas internacionais que são realizadas na Europa nos últimos dois anos.Somente multas eram aplicadas aos responsáveis, especialmente para clubes mais influentes. Agora, ações mais drásticas serão tomadas, chegando a suspensão de times inteiros das ligas nacionais.Dias anti-racismoA Fifa declarou que os dias 30 de junho e 1 de julho serão os "Dias contra o racismo". Os anúncios publicitários nos estádios e os capitães das seleções terão frases contra a discriminação antes dos jogos começarem.Até agora, foram assistidos poucos atos racistas ou violentos durante esta Copa do Mundo, disseram autoridades na coletiva de imprensa. O ministro do Interior da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse que estava satisfeito que o pesadelo de que a Copa seria sabotada por partidos extremistas da direita não se materializou."Nós tivemos problemas com racismo na Alemanha no passado e nós continuamos a tê-los", disse Schaeuble. "Mas o entusiasmo geral e a euforia dos fãs da Alemanha e de todo o mundo, destruíram quaisquer intenção violenta de usar o torneio como palco político."

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