Blatter se distancia do comitê executivo de Fifa após denúncias

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, se distanciou do comitê executivo da entidade nesta terça-feira, alegando que não foi ele que elegeu os membros e que não os definiria nem como anjos nem como demônios.

BRIAN HOMEWOOD, REUTERS

10 de maio de 2011 | 13h07

Os comentários do dirigente suíço foram feitos depois que o ex-presidente da Federação Inglesa de futebol David Triesman acusou quatro membros do comitê executivo da Fifa -- incluindo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, -- de pedir favores em troca de seus votos para a candidatura do país europeu na eleição pela sede do Mundial de 2018.

"Sou o presidente e tenho minha própria consciência, só posso responder por mim mesmo, não posso fazê-lo pelos membros do comitê", disse Blatter, que é candidato à reeleição no congresso da Fifa em 1o de junho, a jornalistas.

"Eles não são eleitos pelo mesmo congresso que me elege, eles vêm de outros (em outros lugares), por isso não posso dizer que são todos anjos ou todos demônios", acrescentou. Além de Teixeira, os outros acusados são Jack Warner, Nicolás Leoz e Worawi Makudi.

Dois dos 24 membros que integram o comitê executivo -- Amos Adamu e Reynald Temarii -- foram suspensos antes da votação que escolheu as sedes das Copa de 2018 e 2022 em dezembro por supostamente terem oferecido vender seus votos a jornalistas que se passaram por lobistas.

Somente o comitê executivo da Fifa vota para escolher os anfitriões das Copas do Mundo, mas Blatter disse no mês passado, como parte de sua campanha presidencial, que consideraria permitir a votação dos 208 países-membros do congresso da Fifa para decidir os anfitriões dos Mundiais no futuro.

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