Blatter se diz a favor de regra que aproximaria Copa de 2026 dos EUA

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, se mostrou favorável à implementação de uma regra para impedir que as confederações continentais recebam as próximas duas Copas do Mundo depois de terem sido sede da competição. Se aprovada, esta nova determinação pode aproximar o Mundial de 2026 dos Estados Unidos, que já mostrou interesse em recebe-lo.

Estadão Conteúdo

15 de maio de 2015 | 13h13

De acordo com a regra, qualquer país da Europa estaria impossibilitado de sediar a Copa de 2026, já que a Rússia receberá o de 2018 e, assim, os de 2022 e 2026 teriam que acontecer longe do continente. "Deveria ser desta forma", afirmou Blatter, que admitiu que a implementação da nova norma está próxima: "É mais do que uma opção".

O Comitê Executivo da Fifa pode aprovar a regra ainda neste mês. Se isso acontecer, os Estados Unidos ficam mais próximos de receber a Copa do Mundo pela segunda vez - a primeira foi em 1994. O país já se mostrou interessado em lançar sua candidatura, que pode acontecer até de forma conjunta, ao lado dos vizinhos México e Canadá. A África seria o principal adversário e rumores sobre uma candidatura marroquina já foram levantados.

A Fifa já informou que a sede da Copa do Mundo de 2026 será conhecida em uma votação realizada em maio de 2017. As regras para a eleição - que será a primeira desde 2010, quando um processo controverso levou o Mundial de 2018 e 2022 para Rússia e Catar, respectivamente - serão definidas pelo Comitê Executivo em reuniões no fim do mês, nos dias 24 e 25.

Outra medida defendida por Blatter nesta sexta foi a realização de mais playoffs de repescagem entre continentes nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O presidente da Fifa já se mostrou diversas vezes um defensor da globalização do futebol e insistiu que as seleções de centros menores devem ter mais chances de levar representantes ao Mundial.

Com isso, nesta sexta, o suíço admitiu que o atual regulamento de repescagem entre continentes pode ser expandido, incluindo também seleções europeias e africanas, que não participam destes confrontos intercontinentais. "Esta é uma boa ideia e não está tão longe. Isto daria um pouco mais de incentivo", avaliou.

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