Blatter se diz 'chocado' com declaração racista de Arrigo Sacchi

Presidente da Fifa também se pronuncia contra racismo de torcedores do Chelsea em Paris. 'Não há espaço no futebol'

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 09h04

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, respondeu às declarações do técnico italiano Arrigo Sacchi, que na segunda-feira afirmou estar incomodado com a presença de 'jogadores de cor' no futebol de seu país.

Sacchi, que treinou a seleção italiana vice-campeã na Copa de 1994, disse não ser preconceituoso. "Eu certamente não sou racista e minha trajetória como treinador comprova isso. Mas, ao assistir o torneio de Viareggio, digo que há muitos jogadores de cor, até nas equipes de base. A Itália não tem dignidade ou orgulho, não está certo ver times com 15 estrangeiros".

Blatter usou o Twitter para se manifestar contra o posicionamento de Sacchi: "Orgulho e dignidade não são uma questão de cor de pele. Estou chocado com os comentário de Arrigo Sacchi. Pare".

O dirigente também repudiou os atos racistas de torcedores do Chelsea, em Paris - o time inglês foi à França para enfrentar o PSG na rodada de abertura da Liga dos Campeões, jogo que terminou empatado por 1 a 1. "Eu também condeno a ação de um pequeno grupo de torcedores do Chelsea em Paris. Não há lugar para o racismo no futebol!"

A emissora britânica BBC publicou um vídeo em que torcedores que estavam na estação Richelieu-Drouot do metrô impediram a entrada de uma pessoa negra em um dos trens. O áudio deixa clara a intenção: 'Somos racistas, somos racistas e é assim que gostamos de ser'.

O Chelsea publicou um comunicado em que condena a atitude de seus torcedores. "Tal comportamento é abominável e não tem lugar no futebol e na sociedade. Vamos apoiar qualquer ação criminal contra os envolvidos e, em caso de provas que apontem o envolvimento do Chelsea, o clube tomará providências contra eles, incluindo o banimento."

 

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