Blatter será investigado pelo Comitê de Ética da Fifa

A Fifa anunciou nesta sexta-feira que o seu próprio presidente, Joseph Blatter, será investigado pelo Comitê de Ética da entidade e foi convocado para comparecer a uma audiência neste domingo, três dias antes de tentar se reeleger na eleição marcada para a próxima quarta-feira.

AE-AP, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 08h49

A investigação contra Blatter foi confirmada um dia depois de Mohamed bin Hammam, rival do dirigente na eleição, fazer denúncias de corrupção contra o mandatário e solicitar a abertura do processo no Comitê de Ética.

Por meio de um comunicado publicado em seu site oficial, a Fifa anunciou que o processo foi aberto contra o seu presidente pelo fato de que "no relatório apresentado ao comitê no início da semana pelo também membro do Comitê Executivo (da Fifa) Chuck Blazer, o vice-presidente Jack A. Warner teria informado Blatter com antecedência sobre possíveis pagamentos em dinheiro às delegações que participaram de uma reunião especial da União Caribenha de Futebol (CFU, na sigla em inglês), aparentemente organizada por Warner e Hammam, nos dias 10 e 11 deste mês".

Único rival de Blatter na eleição da Fifa, Hammam afirmou que o atual presidente da entidade não se opôs aos pagamentos. O dirigente do Catar, por sua vez, corre o risco de ser impedido de disputar o pleito se for condenado pelo Comitê de Ética no domingo, quando também será julgado por uma suposta tentativa de compra de votos e porque teria financiado uma reunião com cartolas da Concacaf para promover sua candidatura.

A Fifa informou que Blatter será investigado de acordo com o artigo 16 do Código de Ética da entidade, sendo que o dirigente terá de prestar esclarecimentos já no sábado, antes de apresentar os mesmos na audiência de domingo, em Zurique, na Suíça.

Ao saber que terá de enfrentar um processo aberto pelo Comitê de Ética, Blatter evitou aumentar ainda mais a guerra política travada com Hammam. "Eu não posso comentar os procedimentos abertos contra mim. Os fatos irão falar por eles próprios", afirmou o dirigente, por meio de um comunicado.

Já Hammam se defendeu das acusações de suborno na última quinta-feira e disse que as mesmas foram feitas com a intenção de tirá-lo da briga pela presidência da Fifa. "Não é coincidência que essas alegações tenham sido feitas poucos dias antes das eleições", disse o dirigente do Catar, para depois acrescentar: "Há um plano para forçar que eu retire minha candidatura".

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