NELSON ANTOINE/AGIF
NELSON ANTOINE/AGIF

Boa Esporte sofre com gritos de 'time de assassino' durante partida do Mineiro

Equipe sente em campo a pressão pela contratação do goleiro Bruno

O Estado de S.Paulo

28 de março de 2017 | 17h00

O Boa Esporte já começa a sofrer dentro de campo os efeitos pela contratação de Bruno. Pelo Módulo 2 do Campeonato Mineiro, a equipe, ainda sem o goleiro, foi hostilizada pelos torcedores do Patrocinense, que por diversas vezes gritaram: "Time de assassino". A partida terminou empatada em 1 a 1, no estádio Júlio Aguiar, em Patrocínio.

Ainda que com os protestos na arquibancada, o Boa conseguiu a classificação para o Hexagonal Final do campeonato com o placar. A equipe volta a jogar no sábado, quando enfrenta o CAP Uberlândia, às 16h, no Melão, em Varginha.

Com sua situação regularizada desde a última sexta-feira, Bruno tinha prazo inicial de estreia de 40 a 60 dias. O atleta, contudo, tem treinado normalmente com o restante do elenco e já está à disposição do técnico Julinho Camargo. Na segunda-feira, ele passou sem problemas por exames cardiológicos e ergométrico em Varginha e animou o departamento médico, que passou a trabalhar com um prazo menor para colocá-lo em campo.

Relembre o caso

Condenado em 2010 a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, Bruno deixou a cadeia no fim de fevereiro deste ano. A decisão partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que o liberou para aguardar o julgamento em liberdade.

Com a contratação do goleiro, o Boa Esporte tem sofrido com uma série de críticas por parte de torcedores de diversas equipes. Além disso, patrocinadores deixaram o clube e protestos contra sua vinda foram realizados pela cidade mineira.

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