Boa fase não surpreende Gabriel no Flu

Gabriel entra em campo nesta quarta-feira, lutando para confirmar 2005 como o melhor ano de sua carreira. Profissionalizado pelo São Paulo em 2005, foi para o Fluminense, em janeiro, com o final de seu contrato. Ganhou o título de campeão carioca, chegou à Seleção Brasileira - enfrentou a Guatemala, na despedida de Romário -, marcou dez gols em 28 jogos e agora inicia a decisão da Copa do Brasil. Tanta coisa boa não o surpreende. "Quando se troca de lugar, a intenção é buscar sempre o melhor. Não se deve sair de um lugar com a cabeça baixa. Eu saí animado, pensando em ter uma chance de mostrar meu futebol. Consegui e as coisas boas são conseqüência disso." Ele conta que o São Paulo ainda lhe deve dinheiro. "Tem alguma coisa de direito de imagem para receber e esse foi um dos motivos que eu preferi sair, apesar de o Leão pedir para que renovassem o meu contrato", diz. Gabriel jogou a Copa do Brasil em 2000, quando o São Paulo perdeu a final para o Cruzeiro. Estava no time que foi eliminado pelo Once Caldas na Libertadores do ano passado. Dois jogos tristes que lhe ensinaram muito. "Perdemos nos últimos minutos, as duas vezes. A lição é que não se pode diminuir a atenção nunca. O jogador tem de estar atento os 90 minutos. É o que vamos fazer contra o Paulista, diz, repetindo o discurso de todos. A impressão que fica do discurso de Abel e dos jogadores do Fluminense, o Paulista pode apresentar a surpresa como arma na decisão da Copa do Brasil. O campeão carioca - e time com maior número de títulos cariocas na História - respeita muito o Paulista , time com muito menos tradição. "Nós estamos confiantes, mas sabemos que será muito difícil. O Paulista tem um técnico, o Mancini, com história no clube e com o elenco na mão. O time é muito bem montado e a diretoria é excelente. Foi um dos primeiros clubes a se tornar empresa e está colhendo os frutos. Vamos enfrentar um time de respeito, que eliminou muitos grandes", diz Abel. O técnico foi derrotado em uma situação similar no ano passado. Dirigia o Flamengo, que perdeu a decisão para o Santo André. Abel não gosta da lembrança. "Uma coisa nada tem a ver com a outra. O Fluminense não é o Flamengo e o Paulista não é Santo André. A única coisa igual sou eu que chego a duas finais seguidas. Essa é que deveria ser a pergunta", diz, irritado, a uma repórter. Abel tem palavras contraditórias ao falar de seu time. É modesto ao analisar os jogadores, mas tem muito orgulho ao analisar os resultados. "Nosso maior craque se chama união. Esse é o nosso segredo. Temos muita vontade de jogar bola, só isso. E a campanha não é boa. É excelente, maravilhosa, ninguém pode negar." Os números comprovam. O time jogou 32 vezes, ganhou 19, empatou seis e perdeu sete. Marcou 69 gols e sofreu 38. Tem aproveitamento de 65.6%. O técnico confirmou Alex como companheiro de Tuta no ataque. Uma superação a mais na vida do jogador que completa 23 anos em dois de setembro e que ficou um ano e quatro meses parado por conta de várias contusões - rompimento de ligamentos cruzados, inclusive - no joelho esquerdo. Voltou a jogar no final do ano passado e agora, é titular. "É emocionante voltar a jogar futebol no time que eu gosto. Quero muito fazer um gol nessa fase final para que meu nome fique marcado na história do Fluminense. É só isso que eu penso. Quero muito esse título", diz Alex. A posição foi ganha a partir da boa partida que fez contra o Santos, domingo. "Ele fez uma partida alegre e produtiva. Repetiu a dose no treino e foi escalado. Tomara que essa alegria toda contagie o resto do time e a gente passe pelo Paulista."

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