Bob Bradley admite fragilidades da seleção americana

Após a eliminação dos Estados Unidos pela seleção de Gana, o técnico Bob Bradley reconheceu que a sua equipe ainda tem setores deficientes e que essas fragilidades ficam muito expostas em uma Copa do Mundo. Para o treinador, o ataque esteve aquém do esperado e o meio-campo cometeu muitos erros neste sábado.

AE, Agência Estado

26 de junho de 2010 | 20h06

"Sabemos que temos talento em todas as posições, mas quando chegamos em um nível de Mundial e todos os outros são mais fortes, percebemos que temos que melhorar. E o ataque é uma dessa áreas", admitiu o treinador, que levou o seu time ao vice-campeonato da Copa das Confederações no ano passado.

"Mostramos a nossa qualidade na fase de grupos. Mas falta algo. Nosso meio-campo não foi tão bem", reforçou Bradley, que criticou o erro cometido logo no início do jogo. Boateng aproveitou a falha e abriu o placar da partida. "Neste nível não se pode cometer erros como este", avaliou.

Para Bradley, a derrota foi "dolorosa", principalmente depois da classificação suada na última rodada da fase de grupos. "Esta derrota dói muito. Depois de passar da primeira rodada, achamos que podíamos ir longe", afirmou o técnico. "Sabíamos que Gana é uma boa seleção e não fizemos nosso trabalho. Estamos orgulhosos por ter este grupo, mas decepcionados por não termos conseguido ir além no torneio".

Na avaliação do técnico, o gol de Gana logo no início atrapalhou as chances dos Estados Unidos. "Outra vez começamos em desvantagem. Acho que, quando estávamos empatados, tínhamos boas oportunidades, mas ficamos atrás no placar de novo, na prorrogação, e não conseguimos fazer mais nada. Já tínhamos dado tudo fisicamente e não conseguíamos nada".

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