Boca: adeus com ?escândalo e vergonha?

A equipe do Boca Juniors disse adeus à Libertadores 2005 numa noite de ?escândalo e vergonha?. Foi desta maneira que os jornais argentinos repercutiram a partida em que o Boca empatou com o Chivas do México por 0 a 0; acabou eliminado da principal competição sul-americana em jogo que não terminou por conta de incidentes de violência. "Boca disse adeus com um escândalo", diz a manchete do Clarín. O jornal condenou as agressões aos jogadores mexicanos ainda em campo. A partida - em que o Boca precisava descontar a derrota de 4 a 0 no jogo de ida - foi encerrada antes do final pelo árbitro uruguaio Martin Vásquez por falta de segurança. O jogo foi interrompido aos 34 minutos do segundo tempo porque houve uma confusão envolvendo o jogador Bautista, do time mexicano, que provocou os torcedores do Boca, mostrando quatro dedos da mão, referentes ao placar do primeiro confronto. Na saída de campo, foi agredido por um torcedor que invadiu o gramado.O árbitro uruguaio Martín Vázquez tentou reiniciar a partida quando o cronômetro já marcava 49 minutos, mas os torcedores do Boca começaram a jogar objetos na área do Chivas. O Boca corre o risco de ter o estádio interditado para jogos internacionais promovidos pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).?Não houve milagre. Boca não consegue reverter o placar e se despede da Libertadores em meio à impotência, ódio e escândalo?, acrescentou o Clarin.?Cuspiu para cima?, diz o título do diário esportivo Olé, numa referência à cusparada do jogador do Boca, Benitez em Bautista. O La Nación diz que o Boca teve um adeus ?vergonhoso?. De acordo com o jornal, ?foi um final triste, cheio de incidentes e sem nenhum futebol?.Na semifinal, o Chivas vai enfrentar o vencedor do confronto entre Santos x Atlético Paranaense, marcado para esta quarta-feira na Vila Belmiro, em Santos.

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