Gustavo Garello/AP
Gustavo Garello/AP

Boca Juniors depende de seu ponto fraco para chegar à final e mudar história com o River Plate

Equipe azul e amarela tem ataque frágil e 'freguesia' recente para o rival, que joga com boa vantagem

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2019 | 12h41

Um dos clássicos de maior rivalidade em todo o mundo e sempre cheio de tensão, Boca Juniors e River Plate se enfrentam nesta terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília) em La Bombonera, pela semifinal da Copa Libertadores, tendo como única vantagem para o time da casa o fato de ter sua torcida no estádio. Histórico recente, pontos fortes e fracos das equipes e placar do primeiro jogo fazem com que o River seja o grande favorito na partida.

No primeiro confronto, o River venceu por 2 a 0 e sobrou em campo. Com o resultado, os Millonarios, como é conhecido o clube da parte norte de Buenos Aires, podem perder por até um gol de diferença que estará na final. Se a derrota for por 2 a 0, a decisão será nos pênaltis. Se o River perde por dois gols, mas marcando pelo menos uma vez (3 a 1 ou 4 a 2, por exemplo), é ele que passa. Caso o Boca vença por três ou mais gols de vantagem, estará na decisão. Em razão da rivalidade e do histórico agressivo dos torcedores, um esquema especial de segurança foi montado para o jogo

Necessitando marcar gols, o ataque está longe de ser o ponto forte do Boca nesta temporada. No Campeonato Argentino, por exemplo, o time azul e amarelo marcou apenas 10 gols em 10 apresentações. Por outro lado, sofreu somente dois gols, número que o deixa com a melhor defesa da competição.

O River Plate levou oito gols, mas o que chama a atenção é a marca de 22 gols marcados, uma média de 2,2 gols por partida. Na Libertadores, os dois clubes possuem números bem parecidos. Em 11 jogos, o Boca marcou 17 gols. O River fez 15. E ambos tomaram seis gols cada. 

Embora tenha um histórico geral desfavorável, nos últimos jogos o River Plate tem se dado bem sobre o Boca Juniors. Antes do primeiro jogo da semifinal, o time de Marcelo Gallardo empatou sem gols com o rival pelo Campeonato Argentino, mas conquistou dois títulos. O principal deles foi a Libertadores do ano passado, em confronto que ficou marcado pela violência da torcida do River, que fez com que a partida fosse transferida para Madri, na Espanha. Meses antes, o River Plate também venceu o adversário pela Supercopa Argentina.

Algo favorável para o Boca é a vantagem ao logo da história. Foram 249 jogos, sendo 88 vitórias do Boca, 82 do River e mais 79 empates. A equipe de Carlitos Tevez fez 326 gols e os Millonarios da parte norte de Buenos Aires marcaram 306. Nesta terça-feira, mais um capítulo do clássico será escrito e o vencedor vai pegar o finalista entre Grêmio e Flamengo, que jogam na quarta-feira, no Rio.

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