Róbson Fernandjes/AE
Róbson Fernandjes/AE

Boca Juniors conta 'só' com 41,5% da torcida argentina na final

Pesquisa contradiz lenda de que adversário do Corinthians na decisão da Copa Libertadores tem apoio de mais da metade dos argentinos

Ariel Palacios, correspondente, estadão.com.br

26 de junho de 2012 | 18h06

BUENOS AIRES – Os torcedores do time Boca Juniors costumam definir seu clube como “a metade mais um da Argentina”. A expressão é uma alusão à lenda de que o time dominaria 51% da torcida futebolística total do país. No entanto, esse mito caiu nos últimos anos com a realização de uma série de pesquisas que indicaram que o time, embora possua o maior contingente de fanáticos, está abaixo da metade. Isso é o que indica uma pesquisa elaborada pelo Sistema Nacional de Consumos Culturais, subordinado à Secretaria de Meios de Comunicação, o emblemático time do bairro portuário concentra a torcida de 41,5% dos argentinos (outras pesquisas de consultorias privadas apontam valores similares).

A pesquisa também mostra que o Boca Juniors não é - ao contrário do que se pensava - um time com uma torcida primordialmente concentrada na classe baixa. Quem achava que os boquenses eram “operários”, coloque as barbas de molho: segundo a pesquisa, sua torcida distribui-se equitativamente entre as classes baixa, média e alta.

Neste ranking, o segundo colocado - seu eterno rival, o River Plate – está quase 10% abaixo. No total, o River possuiria 31,8% dos torcedores argentinos. O River Plate, ao contrário do que indicava o mito (isto é, um suposto time da classe alta), conta com mais simpatizantes pobres do que ricos. As duas porcentagens exibidas pelos dois times deixam claro que o River e o Boca ostentam o fanatismo de 73,3% dos torcedores do país.

Isso significa que restam poucos argentinos para os restantes times. Além disso, a torcida dos outros clubes está totalmente atomizada. O terceiro colocado no ranking da pesquisa elaborada pelo governo é o Independiente, com 4,8%. O quarto é o San Lorenzo, com 3,3%. O quinto era o time do coração do defunto ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), o Racing, com 3,2%.

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