Boca não revela fonte pagadora de Tevez

O Boca Juniors, o time mais popular da Argentina, recebeu o pagamento pela venda do jogador Carlos Tevez ao Corinthians através de uma transferência em moeda estrangeira à um banco do Canadá, há pouco mais de 20 dias. Sem informar detalhes sobre o nome da instituição bancária, o vice-presidente do Boca, José Pompílio, revelou à Agência Estado que "já pagaram tudo e 100% pela transação foi feita pelo banco que está qualificado pela maior classe bancária e cumpre todos os requisitos para a operação".Irritado com o assunto, Pompílio queixou-se do envolvimento do nome do Boca com "fatos que deveriam ser apurados no Brasil, sem meter a gente no meio dessa bobagem". Ele questiona as investigações que estão sendo feitas sobre a origem do dinheiro utilizado para a compra do jogador argentino: "como é possível que o muchacho (garoto) tenha jogado no Corinthians se tivessem tantos problemas envolvidos? Você que acha que iriam autorizá-lo a jogar se tivesse tantos problemas"?Durante a curta entrevista, José Pompílio não se esforçou em esconder seu mau humor. "Nós não temos nada que ver com esse assunto, não somos KGB, nem CIA, não temos nada que ver com lavagem de dinheiro, nem com esse outro ?muchacho? que anda fazendo coisas feias no Oriente", disparou numa referência à Bin Laden.O vice-presidente do Boca afirmou que não se preocupa com o escândalo que envolve a venda de Tevez . "O que me preocupa é que vocês no Brasil é que tem que resolver isso, não o Boca", disse Pompílio, que não quis confirmar informação publicada no jornal Clarín, atribuída à ele. O jornal disse que Pompílio havia solicitado ao banco local, onde mantém sua conta corrente, um relatório sobre a ordem de transferência que recebeu pelo pagamento do jogador. "Isso foi coisa do Clarín", limitou-se Pompílio.

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2005 | 16h45

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